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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 02 de agosto de 2010 21:51:14                                               

 
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CULTURA  CINEMA

A Esquizofrenia Em Questão: Filme “O Solista (The Soloist)

 

Fernanda Gabriela Soares dos Santos*[1]

publicado em 02/08/2010

 

 

“Mais louco é quem me diz

Que não é feliz

Eu sou feliz...” Balada do Louco - Os Mutantes



 

Passou quase sem ser notado nos cinemas da cidade em que moro (Santa Maria-RS) o filme do título. Apesar do elenco de primeira categoria e do personagem principal ter arrasado há alguns anos interpretando a biografia de Ray Charles no cinema. Talvez porque quase tenha entrado em cartaz ao lado de sucessos de bilheteria como Avatar e Preciosa.
 

Contudo, faço nessas linhas um apelo. Não percam o bonito “O solista”, estrelado por Jamie Foxx e Robert Downey Jr. A narrativa é simples: o jornalista Steve (Roberto Downey Jr) está na rua quando ouve alguém executando um instrumento musical. Quando procura o músico, descobre que é um mero morador de rua.



 

Como, afinal de contas, um morador de rua toca com tanta sutileza um instrumento? Pensemos nos milhares de homens e mulheres que habitam as ruas hoje. Apesar de parecer imaginária, a história que se passa no filme é real.
 


 

Nathaniel (Jamie Foxx) desenvolveu Esquizofrenia no seu segundo ano de Juilliard, no qual já se revelava um prodígio da música clássica, com um futuro promissor. Contudo, a doença não o deixou continuar o curso e passou a circular pelas ruas vivendo como os demais moradores de rua.

 


 

Chamo a atenção para a cena que Nathaniel está atrasado para uma apresentação e o jornalista o ajuda a empurrar seu carrinho, enquanto são observados por colegas do jornalista. O morador de rua não quer abandonar o carrinho, pois alguém pode roubá-lo.


 

Não resta dúvidas que Jamie Foxx apaixonou-se pelo personagem: em algumas cenas em que representa o músico esquizofrênico faz-nos acreditar que realmente está sofrendo com o que está acontecendo, que de fato está atormentado.


 

Não há como não se comover e pensar na loucura que deve ser viver e lutar contra essa doença. Possivelmente se Nathaniel não tivesse apresentado esse quadro hoje o ouviríamos no rádio. Entretanto a trajetória de sua doença apontou outros caminhos...


 

Caros leitores, deixo-lhes a dica para este julho frio aqui do Sul. Que essa história não passe sem ser notada como tantas outras que já se perderam pelo caminho...
 



 

Professora de Filosofia da Rede Municipal de Formigueiro/RS, Mestre em Educação pelo PPGE/UFSM, Membro do Gepeis (Grupo de Pesquisa em Educação e Imaginário Social)

  

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