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“Mais louco é quem me diz
Que não é feliz
Eu sou feliz...” Balada do Louco - Os
Mutantes

Passou quase sem ser notado nos
cinemas da cidade em que moro (Santa Maria-RS) o filme do título. Apesar do
elenco de primeira categoria e do personagem principal ter arrasado há
alguns anos interpretando a biografia de Ray Charles no cinema. Talvez
porque quase tenha entrado em cartaz ao lado de sucessos de bilheteria como
Avatar e Preciosa.

Contudo, faço nessas linhas um
apelo. Não percam o bonito “O solista”, estrelado por Jamie Foxx e
Robert Downey Jr. A narrativa é simples: o jornalista Steve (Roberto Downey
Jr) está na rua quando ouve alguém executando um instrumento musical. Quando
procura o músico, descobre que é um mero morador de rua.

Como, afinal de contas, um morador
de rua toca com tanta sutileza um instrumento? Pensemos nos milhares de
homens e mulheres que habitam as ruas hoje. Apesar de parecer imaginária, a
história que se passa no filme é real.

Nathaniel (Jamie Foxx) desenvolveu
Esquizofrenia no seu segundo ano de Juilliard, no qual já se revelava um
prodígio da música clássica, com um futuro promissor. Contudo, a doença não
o deixou continuar o curso e passou a circular pelas ruas vivendo como os
demais moradores de rua.

Chamo a atenção para a cena que
Nathaniel está atrasado para uma apresentação e o jornalista o ajuda a
empurrar seu carrinho, enquanto são observados por colegas do jornalista. O
morador de rua não quer abandonar o carrinho, pois alguém pode roubá-lo.

Não resta dúvidas que Jamie Foxx
apaixonou-se pelo personagem: em algumas cenas em que representa o músico
esquizofrênico faz-nos acreditar que realmente está sofrendo com o que está
acontecendo, que de fato está atormentado.

Não há como não se comover e
pensar na loucura que deve ser viver e lutar contra essa doença.
Possivelmente se Nathaniel não tivesse apresentado esse quadro hoje o
ouviríamos no rádio. Entretanto a trajetória de sua doença apontou outros
caminhos...

Caros leitores, deixo-lhes a dica
para este julho frio aqui do Sul. Que essa história não passe sem ser notada
como tantas outras que já se perderam pelo caminho...
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