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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 07 de dezembro de 2007 16:44:49                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Tropa de Elite

   

Nair Lúcia de Britto

publicado em 07/12/2007

 

 

Pela primeira vez, estou comentando um filme que não assisti e nem tenho a pretensão de assistir por se tratar de mais um filme de violência. Embora deva ter suas qualidades acredito que, por outro lado, seja o mesmo fiasco de “O Código D' Avinci”, que só teve fama e mais nada!

A pesquisa da opinião publica oscilou entre o “bom” e o “excelente”, de 80% dos entrevistados. Foge ao meu entendimento por que as pessoas apreciam tanto os filmes de violência! Geralmente são originários dos EUA, especialistas nesse tema. E, como ficou comprovado que a violência faz sucesso e o sucesso se transforma em lucros, os filmes americanos vão se revelando cada vez mais sangrentos e perniciosos.

Sob meu ponto de vista, eles influenciam negativamente para o crescimento da violência na vida real, porque passa a falsa sensação (principalmente entre os jovens) de que agredir e matar são atos de heroísmo, desde que o assassino ou o agressor seja o famoso “mocinho” da história. E quem é que vai se achar bandido?

Acompanhem os noticiários policiais!

Para esses jovens violentos da atualidade, machucar alguém tornou-se um divertimento, um prazer mórbido, embora covarde. E quem ensina?

A mensagem que deveria ser transmitida sobre o papel da Polícia é que ela existe para transformar criminosos em cidadãos de bem. O que é impossível através da violência; mas, sim, através da humanização, valorização, apoio e proteção ao policial. E que o combate à corrupção tem que começar de cima, para dar bom exemplo aos que estão em baixo.

O ideal não é afomentar o ódio e a inimizade entre bandidos e Polícia. Pelo contrário, o ideal é fazer compreender que a Polícia existe para defender a sociedade; levar os criminosos à Justiça para serem julgados e não ser os seus algozes ou passar para o outro lado. Investigar sobre os inúmeros motivos que levam um homem ao crime, às drogas ou ao tráfico. Fazer refletir sobre esses motivos e sobre a necessidade de eliminá-los, educando e criando oportunidades iguais.

Segundo pesquisa, Plínio Fraga, da Folha de S.Paulo, criticou negativamente esse filme

pelo fato de parecer-se muito com uma produção hollywoodiana. Se for o caso, que desperdício! Porque o Brasil tem cineastas e artistas talentosos o suficiente para criarem suas obras por si próprios e sem a obcessão pelos lucros.

O cinema é uma arte que pode ser um instrumento valioso para atuar favoravelmente nos campos da Educação, da Ética e dos bons costumes, dentro da sociedade.

Tecnologia é apenas um instrumento do qual o artista pode se utilizar para fazer arte; mas jamais será arte, em si. Arte é algo muito mais profundo e elevado. Ela vem da alma do artista e nenhuma máquina, por mais sofisticada que seja, jamais conseguirá fazer.

Arte é talento, arte é um dom tão forte e tão maravilhoso que o artista não consegue deixar de criar. É tão imperiosa e tão necessária para o artista que ele faz até de graça!

Ficha Técnica
Título Original: Tropa de Elite
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Site Oficial: www.tropadeeliteofilme.com.br
Estúdio: Zazen Produções
Distribuição: Universal Pictures do Brasil / The Weinstein Company
Direção: José Padilha
Roteiro: Rodrigo Pimentel, Bráulio Mantovani e José Padilha
Produção: José Padilha e Marcos Prado
Música: Pedro Bromfman
Fotografia: Lula Carvalho
Desenho de Produção: Tulé Peak
Figurino: Cláudia Kopke
Edição: Daniel Rezende


Elenco
Wagner Moura (Capitão Nascimento)
Caio Junqueira (Neto)
André Ramiro (André Matias)
Milhem Cortaz (Capitão Fábio)
Fernanda de Freitas (Roberta)
Fernanda Machado (Maria)
Thelmo Fernandes (Sargento Alves)
Maria Ribeiro (Rosane)
Emerson Gomes (Xaveco)
Fábio Lago (Baiano)
Paulo Vilela (Edu)
André Mauro (Rodrigues)
Marcelo Valle (Capitão Oliveira)
Erick Oliveira (Marcinho)
Ricardo Sodré (Cabo Bocão)
André Santinho (Tenente Renan)
Luiz Gonzaga de Almeida
Bruno Delia (Capitão Azevedo)
Alexandre Mofatti (Sub-Comandante Carvalho)
Daniel Lentini
 

 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
 

Eu, Nair Lúcia de Britto

Nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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