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Pela primeira vez, estou comentando um
filme que não assisti e nem tenho a pretensão de assistir por se tratar de mais
um filme de violência. Embora deva ter suas qualidades acredito que, por outro
lado, seja o mesmo fiasco de “O Código D' Avinci”, que só teve fama e mais nada!
A pesquisa da opinião publica oscilou
entre o “bom” e o “excelente”, de 80% dos entrevistados. Foge ao meu
entendimento por que as pessoas apreciam tanto os filmes de violência!
Geralmente são originários dos EUA, especialistas nesse tema. E, como ficou
comprovado que a violência faz sucesso e o sucesso se transforma em lucros, os
filmes americanos vão se revelando cada vez mais sangrentos e perniciosos.
Sob meu ponto de vista, eles
influenciam negativamente para o crescimento da violência na vida real, porque
passa a falsa sensação (principalmente entre os jovens) de que agredir e matar
são atos de heroísmo, desde que o assassino ou o agressor seja o famoso
“mocinho” da história. E quem é que vai se achar bandido?
Acompanhem os noticiários policiais!
Para esses jovens violentos da
atualidade, machucar alguém tornou-se um divertimento, um prazer mórbido, embora
covarde. E quem ensina?
A mensagem que deveria ser transmitida
sobre o papel da Polícia é que ela existe para transformar criminosos em
cidadãos de bem. O que é impossível através da violência; mas, sim, através da
humanização, valorização, apoio e proteção ao policial. E que o combate à
corrupção tem que começar de cima, para dar bom exemplo aos que estão em baixo.
O ideal não é afomentar o ódio e a
inimizade entre bandidos e Polícia. Pelo contrário, o ideal é fazer compreender
que a Polícia existe para defender a sociedade; levar os criminosos à Justiça
para serem julgados e não ser os seus algozes ou passar para o outro lado.
Investigar sobre os inúmeros motivos que levam um homem ao crime, às drogas ou
ao tráfico. Fazer refletir sobre esses motivos e sobre a necessidade de
eliminá-los, educando e criando oportunidades iguais.
Segundo pesquisa, Plínio Fraga, da
Folha de S.Paulo, criticou negativamente esse filme
pelo fato de parecer-se muito com uma
produção hollywoodiana. Se for o caso, que desperdício! Porque o Brasil tem
cineastas e artistas talentosos o suficiente para criarem suas obras por si
próprios e sem a obcessão pelos lucros.
O cinema é uma arte que pode ser um
instrumento valioso para atuar favoravelmente nos campos da Educação, da Ética
e dos bons costumes, dentro da sociedade.
Tecnologia é apenas um instrumento do
qual o artista pode se utilizar para fazer arte; mas jamais será arte, em si.
Arte é algo muito mais profundo e elevado. Ela vem da alma do artista e nenhuma
máquina, por mais sofisticada que seja, jamais conseguirá fazer.
Arte é talento, arte é um dom tão forte
e tão maravilhoso que o artista não consegue deixar de criar. É tão imperiosa e
tão necessária para o artista que ele faz até de graça!
Ficha
Técnica
Título Original: Tropa de Elite
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Site Oficial:
www.tropadeeliteofilme.com.br
Estúdio: Zazen Produções
Distribuição: Universal Pictures do Brasil / The Weinstein Company
Direção: José Padilha
Roteiro: Rodrigo Pimentel, Bráulio Mantovani e José Padilha
Produção: José Padilha e Marcos Prado
Música: Pedro Bromfman
Fotografia: Lula Carvalho
Desenho de Produção: Tulé Peak
Figurino: Cláudia Kopke
Edição: Daniel Rezende
Elenco
Wagner Moura (Capitão Nascimento)
Caio Junqueira (Neto)
André Ramiro (André Matias)
Milhem Cortaz (Capitão Fábio)
Fernanda de Freitas (Roberta)
Fernanda Machado (Maria)
Thelmo Fernandes (Sargento Alves)
Maria Ribeiro (Rosane)
Emerson Gomes (Xaveco)
Fábio Lago (Baiano)
Paulo Vilela (Edu)
André Mauro (Rodrigues)
Marcelo Valle (Capitão Oliveira)
Erick Oliveira (Marcinho)
Ricardo Sodré (Cabo Bocão)
André Santinho (Tenente Renan)
Luiz Gonzaga de Almeida
Bruno Delia (Capitão Azevedo)
Alexandre Mofatti (Sub-Comandante Carvalho)
Daniel Lentini
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