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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 05 de outubro de 2009 20:41:02                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Uma canção de amor

Nair Lúcia de Britto

publicado em 05/10/2009

(Le chant des Mariées) - França – Tunísia – 2008

O tema trata de uma amizade entre duas jovens de dezesseis anos; cuja afeição, marcada por uma suave canção, começou na infância. Uma delas é de origem mulçumana e a outra, judia. A história se passa na Tunísia, no período da segunda guerra mundial, em 1942. Antes disso, embora obedientes a culturas diversas, judeus e mulçumanos viviam em paz

 
 

A cineasta Karin Albou, de ascendência argelina, em 2005 foi bem-sucedida na direção de A Pequena Jerusalem”; e nesta outra obra sensível, sensual e delicada não teve um desempenho menos relevante.

 

O filme aborda vários aspectos interessantes, culturalmente falando. Mostra a Tunísia sendo ocupada pelos alemães, obrigando os habitantes a se dividirem entre cooperar com a crueldade imposta pelos nazistas ou serem solidários aos colonizadores franceses.

 

Myriam (Lizzie Brocheré) é a jovem judia que, para salvar sua mãe, viúva e desamparada, concorda em casar com um médico rico, bem mais velho que ela, interpretado por Símon Abkarian, e pelo qual não tem a menor atração.

 

Sente-se perdida naquela situação para qual não vê saída; pois, na verdade, gostaria de estar no lugar de Nour (Olympe Boval) que tem um casamento arranjado com Khaled (Najib Oudeghiri).

 

 

Khaled é um jovem mulçumano, bonito e sedutor; mas está desempregado. E Nour lamenta não receber dele os presentes caros que sua amiga ganha do noivo. Este, por sua vez, temendo ser repudiado pela família da noiva, em razão do desemprego, resolve trabalhar para os nazistas, na perseguição aos judeus.

 
 

Toda essa situação tumultua a amizade das jovens; mas apesar de todos os conflitos amorosos, sociais e de raça; sob os terríveis bombardeios alemães sobre a Tunísia, o que prevalece é a força de uma grande amizade.


 

NAIR LÚCIA DE BRITTO
Comentarista de Cinema

 

 

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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