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ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 25 de outubro de 2008 22:55:00                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Vida de menina

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 26/10/2008

(Brasil – 2005)

 

O livro “Minha Vida de Menina”, de autoria de Helena Morley, considerado uma obra clássica da literatura, foi a fonte de inspiração para a realização desse filme, muito bem produzido por sinal.

Coube à atriz Ludmila Dayer a responsabilidade de interpretar o papel da escritora Helena Morley, quando ela ainda era adolescente e morava no Brasil.

A história transcorre na cidade de Diamantina, logo após a abolição da escravatura e da proclamação da República; quando Helena, descendente de família inglesa, era uma menina terrivelmente traquina e tão rebelde que seu apelido era “Tempestade”. Na escola, era muito indisciplinada e mal-comportada e, em casa, as coisas não eram muito diferentes.

Mas apesar de sua rebeldia e de suas traquinagens, Helena era uma garota precoce e muito inteligente; só que poucas pessoas percebiam isso.

Na verdade, a única pessoa realmente capaz de compreendê-la era a sua avó, cuja relação de afeto é comovente e enternecedora. Eis o motivo pelo qual as lembranças dessa simpática senhora serão profundamente marcantes em sua vida.

Nessa época os pais de Helena passavam por uma difícil crise financeira; pois seu pai, sendo garimpeiro, não tinha mais como tirar do seu trabalho o sustento para sua família. Isto porque os diamantes tornavam-se cada vez mais raros, no garimpo: principal fonte de renda da cidade e o motivo que a tornou tão conhecida.

Para fugir à dura realidade que a cercava, Helena começa a escrever um diário no qual ela relata todos os acontecimentos ocorridos em Diamantina. Nesses relatos escritos com muita habilidade e criatividade, a menina satiriza o comportamento dos habitantes da cidade que cobriam-se de uma falsa aparência, para demonstrar virtudes que na verdade nunca existiram.

Para se divertir melhor ainda, ela inventa no seu diário histórias criadas pela sua fértil imaginação; assim como seus personagens maravilhosos e lugares magníficos.

São essas histórias que enfeitam seu pequeno universo e lhes dão alegria!

Mas os tempos difíceis terminam para Helena quando seu pai consegue um bom emprego na Inglaterra e, então, ela deixa para trás o palco de todas as suas aventuras que era a cidade de Diamantina para vivenciar os requintes e o conforto proporcionados pela alta sociedade inglesa.

Leva consigo e muito bem guardado, porém, o seu diário onde estão escritas todas suas deliciosas aventuras.

Já adulta, Helena Morley transforma esse diário em um livro, que teve um sucesso surpreendente e foi sua única obra-prima.

O cinema brasileiro, por sua vez, teve uma ótima idéia, ao transformar esse livro em filme; um tema deliciosamente ingênuo e uma criação muito rica!
 

NAIR LUCIA DE BRITTO
COMENTARISTA DE CINEMA

Ficha Técnica
Título Original: Vida De Menina
Gênero: Drama
Duração: 101 min.
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Riofilme
Direção: Helena Solberg
Roteiro: Elena Soárez e Helena Solberg
Produção: Radiante Filmes
Produtor: David Meyer
Co-produção: Raccord Produções
Música: Wagner Tiso
Fotografia: Pedro Farkas
Direção de Arte: Beto Mainieri
Edição: Diana Vasconcelos
Figurino: Marjorie Gueller

Elenco
Ludmila Dayer (Helena Morley)
Daniela Escobar (Carolina)
Dalton Vigh (Alexandre)
Maria de Sá (Teodora)
Lígia Cortez
Camilo Bevilacqua (Geraldo)
Souza Pinto (Tia Madge)
Benjamim Abras (Teodomiro)
Lígia Cortez (Iaiá)
Lolô Souza Pinto (Tia Madge)

 

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.

Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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