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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 03 de agosto de 2011 18:57:06                                               
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CULTURA  Televisão

Insensato coração, põe insensato nisso!...

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 03/08/2011

 

Essa novela está ficando pior do que os filmes americanos com suas absurdas violências.
Não bastasse as maldades terríveis que já ocorreram, hoje li uma notícia de que os gays Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Domingo) serão assassinados num dos últimos capítulos da novela.

 
Eu não sei como uma atriz tão talentosa como a Glória Pires aceitou interpretar um
personagem tão controvertidol. Primeiro ela é uma dedicada enfermeira, recatada, de bons
princípios, que é seduzida por um aproveitador de mulheres. Até aí, é compreensível...
Depois ela se torna uma assassina mais covarde e mais cruel do que o criminoso que
a seduziu; sempre movida por um instinto sádico de vingança. Para, no fim, cair como
um “patinho” na mesma armadilha preparada pelo mesmo autor.

 
Irmão tentando matar irmão e agora mais essa crueldade absurda com dois personagens
que representam o bem, o que é uma raridade dentro dessa trama, pois é um personagem pior do que o outro.

 
Estão fazendo um estardalhaço inútil em torno de um assunto tão natural! O que não é natural é toda essa maldade dentro de uma novela que deveria ser uma distração. Mas, em vez disso, é um circo de horror; uma desvalorização total do ser humano; e que passa uma mensagem pessimista de que os bons morrem, enquanto os bandidos cantam a vitória...

 

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.

Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

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