O premiado dramaturgo alagoano
Marcello Ricardo Almeida homenageado no aniversário de 20 anos
da publicação de seu livro, cujo título NÃO, em seu
conteúdo se inicia com “A Desventura de uma que jamais seria
atriz ou a cachaça de quem queria fazer teatro, ou os dois
títulos ou nenhum dos dois” e, em seguida, o texto teatral “Quem
Má Cama Faz Nela Jaz: Maria Bala”, além de “05 de 84 e 21
de 77 + duas – Santanismo poético sintetizado”, um conto: “O
homem e seu tempo (insegurança)”, outra peça: “O Velho
lobo-dos-rios (teatro radiofônico)”, depois sobre o
patrimônio memorialista e histórico em “Coisas de Museu – a
história de um (exemplo de como é tratada nossa história)”,
mais “O Voto (texto para pantomima)”, e também o capítulo
de um romance sob título de “Santana-Sem-Água-E-Sem-Luz e o
inovador Candinho”; para concluir o seu livro de estreia com
“Um relógio que come farinha” publicado entre os anos de
1984 e 1985 no Jornal de Alagoas.
Com a palavra os críticos do
Jornal de Alagoas sobre “Um relógio que come farinha”:
Marcello Ricardo Almeida – cujo seu relógio que come farinha
publicamos aqui, na íntegra, aos domingos – é um jovem e
surpreendente escritor de Santana do Ipanema. Marcello participa
de teatro amador em sua cidade como autor e diretor de
espetáculos, e havia entregado a sua novela a outro jornal de
Maceió, que não foi publicada. Nós achamos, entretanto, que o
texto era muito bom para não ser editado. O escritor apesar de
distanciado – digamos assim – do centro cultural onde se supõe o
acesso à literatura clássica e moderna é muito mais facilitado
e, Marcello Ricardo Almeida, a despeito da não existência de
boas livrarias em seu município, carrega consigo uma bagagem de
literaturas que vai de Göethe a Thomas Mann. E isto é
transparente no seu estilo ágil, irônico e, não raras vezes,
sarcástico. “Um relógio que come farinha” – explicando a
procedência do ditado popular sobre relógios que atrasam é uma
preciosidade que não poderia ficar no anonimato.
Após a publicação deste NÃO
vieram outras dezenas de títulos, livros, prêmios e mais de 120
peças de teatro no método Teatro-Feijão-Com-Arroz que Marcello
Ricardo Almeida desenvolvera em meados dos anos 1970. Esta peça
que poderá ser feito download
http://www.teatroparadownload.blogspot.com/ foi
escrita em 1975; trata-se de “A Lenda das irmãs Procne e
Filomena” e em outro link
http://metodoteatrofeijaocomarroz.blogspot.com/
há mais informações sobre o método teatral inventado por
Marcello Ricardo Almeida. O dramaturgo Fauzi Arap, renomado
escritor paulistano e um dos fundadores do controvertido Teatro
de Arena, juntamente com Augusto Boal, Vianinha, Gianfrancesco
Guarnieri e outros do grande cenário teatral, escreveu:
“Marcello Ricardo Almeida, tanto Vendramini (José Eduardo)
quanto eu reconhecemos em você um autor talentoso, que pode e
deve crescer. Sentimos prazer lendo seus textos e, pra nós, você
foi como uma revelação”. Ainda sobre o trabalho literário de
Marcello Ricardo Almeida, Djalma Bittencourt, da SBAT (Sociedade
Brasileira de Autores Teatrais), no Rio de Janeiro, escreveu:
“Fazemos votos pelo sucesso do desenvolvimento de seu
Teatro-Feijão-Com-Arroz e achamos que a opinião abalizada de
teatrólogos como Fauzi Arap e outros é uma boa recomendação.
Marcello Ricardo Almeida, aplausos pela sua iniciativa e de seu
irmão, Morche, em inovarem na maneira de escrever para o
Teatro”.
A dramaturgia de Marcello Ricardo
Almeida, encenada no Brasil e exterior, começou a surpreender
quando atores argentinos dirigiram o espetáculo “Quem Má Cama
Faz Nela Jaz: Maria Bala”, no ano de 1990, em Córdoba, além
de levar o espetáculo em outras partes da Argentina. Os
dramaturgos argentinos Victor Moll e Jorge Pinus escreveram:
“Amigo Marcello Ricardo Almeida, estamos apresentando a sua peça
teatral Maria Bala, que é um espetáculo muito bonito e
apreciando a verdadeira riqueza de teu vocabulário”. As peças no
método Teatro-Feijão-Com-Arroz participaram nos primeiros anos
dos Jogos de Teatro promovidos pelo NuTE, em Blumenau, SC, nos
palcos do Teatro Carlos Gomes. Muitas peças foram encenadas no
início dos anos 1990 por estudantes, alunos nas aulas de
Sociologia, Literatura, Filosofia e História respectivamente; as
peças publicadas em outro livro de Marcello Ricardo Almeida: “Ideias
políticas de filosofia educacional: uma proposta crítica mudando
a estrutura escolar autoritária da Escola Básica à Universidade”,
uma de suas personagens, Simone de Vouvoar, é apresentada no
modelo de uma das facetas do violencismo na infoera (onde a
máquina é mais valorizada); este livro também trouxe breve
teoria do teatro de Marcello Ricardo Almeida que inova aspectos
cênicos, construção de personagens, plasticidade e a própria
dramaturgia.
Além do teatro de Marcello Ricardo
Almeida ter sido apresentado na Argentina, também encenado por
vários grupos teatreiros não-profissionais e profissionais,
traduzido por teatrólogos chilenos, em linguagem popular, como
pede o Teatro-Feijão-Com-Arroz, e encenada por atores do Chile a
peça “O Ladrão-de-Galinhas”; em Nova Iorque, a peça “A
Fila do INPS”. Em vários Estados brasileiros, a peça “Debaixo
da Ponte”, em parceria com Morche, foi apresentada na UFAL
em preparação para atores; no Rio Grande do Sul, com atores
gaúchos; na Bahia; e está sendo encenada atualmente em São
Paulo, capital. Marcello Ricardo Almeida recebeu prêmios
literários como o Primeiro Lugar no Concurso Blumenauense de
Dramaturgia, em 1990; no concurso Nacional de Dramaturgia
Wladimir Maiakovski, em 1993, em São Paulo, quando sua peça
Morcegos Humanos conquistou a terceira colocação, e no ano
seguinte, Morcegos Humanos foi transformada em gibi, na Editora
da FURB. Jornalista desde 1976, quando era correspondente do
Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de vice-presidente da
Federação Alagoana de Teatro Amador, de 1986-87, e
diretor-superintendente no Jornal de Alagoas, quando responsável
pela implantação de jornais no interior.
E nesta comemoração ao aniversário
de 20 anos do livro intitulado “NÃO”, de Marcello Ricardo
Almeida, autor da renovação na dramaturgia brasileira, livro que
o webmaster santanense Valter Filho prestou homenagem com nome
do site santaNÃOxente (www.santanaoxente.com).
Sendo o novo título “Ética na Escola: teoria e prática no
cotidiano escolar com peças de teatro sobre bullying, assédio
moral, fibromialgia, Síndrome de Burnout etc.” em 2a.
ed., Literatura em Santa Catarina. É o teatro na escola sobre
ausência de ética na família; temáticas variáveis e sucessivas,
para cada qual uma peça diferente – teatro para questionar a
antropologia da violência; um monólogo de uma não-ética para si
– e as manifestações da fibromialgia, da Síndrome de Burnout e
do assédio moral; sobre a história de um invadir o espaço do
outro; a dramaturgia na escola a respeito da ausência de ética;
peça acerca do bullying entre os alunos e um teatro do descobrir
ou não descobrir os motivos da bagunça em sala de aula.