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O
Ano Em Que Trafiquei Mulheres é o título dado por Antonio Salas,
pseudônimo de um jornalista investigativo espanhol para um dos seus
melhores livros.
O
jornalista teve identidade oculta por um ano, afim de entender e
desmascarar este mercado que move além de um número absurdo de mulheres
rumo à prostituição move também cifras consideráveis de dinheiro.
Lendo com um pouco mais de atenção é possível identificar não só a dura
e difícil história de cada uma dessas mulheres, mas nas entrelinhas se
lê como o preconceito social, a miséria, o racismo e a ganância humana,
incluindo a de muitas mulheres, não mudou muito nestes tempos.
Algumas são comercializadas com contrato de papel passado, onde a morte
e mutilação delas e ou de seus familiares fazem parte das clausulas.
Antônio Salas passou momentos de terrível aflição moral e ética, quando
em muitas situações precisou ser omisso para dar cabo ao que se propôs:
desmantelar a Máfia do Trafico de Mulheres.
O
livro teve uma repercussão tamanha na Europa e virou filme com o mesmo
nome. Foi material de grande investigação policial, levando homens
importantes à cadeia, políticos, apresentadores de TV, homens
aparentemente de bom caráter, além de revelar as outras faces deste
terrível submundo, como o tráfico de drogas, armas e órgãos.
O
livro é tão sério e fiel, que serviu de base para o Juiz Federal Titular
da 11 Vara Federal de Fortaleza – CE , Dr. Danilo Fontenele Sampaio
Cunha, em ação referente ao Tráfico Internacional de Mulheres.
Boa leitura
Jaqueline Novaes
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