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Quando recebi o primeiro
e-mail da Ednete logo identifiquei uma pessoa angustiada. Mais uma entre
centenas de cartas de pessoas desesperadas pela opressão no trabalho. Mas a
funcionária pública federal foi muito adiante na sua luta. Como sempre nestes
casos não fugi a atendê-la e inclusive transmiti seus questionamentos para a
nossa colaboradora doutora
Carolina de
Aguiar Teixeira Mendes, jovem e brilhante advogada, sempre prestes a nos
auxiliar.
Ednete transformou suas
angústias e seu histórico de perseguições e humilhações em um relato simples,
didático que nos ajuda a compreender ainda mais este fenômeno do mundo do
trabalho. Aos nos relatar os meandros de uma instituição federal e suas intrigas
de poder, qualquer servidor público de qualquer esfera sentirá em casa. Foi o
que senti, como servidor público municipal.
A ironia da história é que
a lei do assédio moral pela primeira vez no Brasil foi implantada em gestões
petistas (veja
especial Assédio Moral) e Entre sonhos e pesadelos: uma história
real denuncia justamente uma administração petista, apesar da autora não
citar o nome da instituição, nem partido, nem citar nomes de pessoas. E nem
precisava...
Fiquei por horas admirando
a capa do livro, tentando decifrar a dor e angústia de servidores que em
qualquer nível ou governo passa de eleição em eleição. O assédio moral pode
acontecer com qualquer um e "as pessoas reagem de formas diferentes, de acordo
com seu estado de espírito" p.102.
Ednete foi honesta com ela
- ao perseguir firme em sua luta - com sua carreira, com seus amigos e conosco
também: mesmo não precisando remeteu e-mail de agradecimento, assim como este
volume do seu livro.
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