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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 10 de julho de 2009 09:54:15                                               

 
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CULTURA  Livros

Mentes Perigosas

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 23/04/2009

 

Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado

Ana Beatriz Barbosa Silva


ISBN 9788573029161
210 páginas

R$ 34,90 (preço sugerido)

Todos nós sabemos que a violência está tomando conta do mundo, por isso considero bastante oportuno este momento em que a Editora Objetiva Ltda (Rio de Janeiro) lança o livro MENTES PERIGOSAS, de autoria da médica, especialista em psiquiatria, Ana Beatriz Barbosa Silva.

A escritora, antes de tudo, é uma profissional competente e dedicada ao seu trabalho para o triunfo do BEM.

Este livro, em especial, trata sobre os psicopatas, os quais poderiam ser também chamados de sociopatas; mas que a autora deu preferência por mencioná-los apenas como psicopatas. Sua intenção não é a de lhes oferecer ajuda; mas, sim, a de ensinar a sociedade a reconhecê-los, a se prevenir e se defender deles, pois a maioria está fora das grades, oferecendo riscos à sociedade.

Logo de início a psiquiatra explica que os psicopatas não são exatamente o que se imagina: alguém violento, com uma aparência de pessoa cruel e de fácil reconhecimento...

Não é bem assim! Muita gente não sabe que nem todos são violentos e podem estar ao nosso lado sem nos darmos conta disso... Ele pode ser o nosso vizinho, o nosso chefe, namorado(a) ou um “bom” amigo(a).

“Eles confundem as pessoas por serem charmosos, envolventes e sedutores e cuidadosos para não levantar a menor suspeita. Disfarçam-se de religiosos, bons políticos, bons amantes e bons colegas”, “mas, por detrás da máscara, são pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, que não respeitam regras sociais; impiedosas, imorais, sem compaixão e sem remorso.” -- alerta a psiquiatra.

Estão em todos os segmentos da sociedade: são homens e mulheres de qualquer raça, religião ou nível social e vivem normalmente, como qualquer outra pessoa. Estudam, trabalham, constituem famílias; mas não são pessoas do bem.

 

É muito importante ressaltar que entre os psicopatas existe um grau variado de gravidade que oscila entre o “leve”, o “moderado” e o “severo”.

Os que estão na faixa do “leve” limitam-se a aplicar “golpes”, visando o benefício próprio, mas não são violentos a ponto de tirar a vida de uma pessoa. Porém os que estão na última faixa são capazes de tudo e sentem um enorme prazer em praticar atos perversos.

Seja qual for o grau de gravidade, por onde passam, os psicopatas deixam suas marcas de destruição. Eles podem arruinar empresas e famílias; provocar intrigas, destruir sonhos e serem tão dissimulados que às vezes passam uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados.


 

SER CONSCIENTE É SER CAPAZ DE AMAR.
 

O termo “consciência” sugere dois significados diferentes. É um atributo que tramita entre a razão e a sensibilidade e que é desempenhado pelo cérebro. É algo que sentimos no campo dos afetos.

O psicopata tem consciência dos seus atos, é inteligente, sabe exatamente o que está fazendo; mas tem ausência de 'compaixão', 'remorso' ou 'arrependimento' como acontece com as pessoas normais. Daí a frieza com que praticam seus atos brutais..


 

A CULTURA PSICOPÁTICA ESTÁ NO AR
 

É a especialista quem avisa sobre o que está acontecendo no cinema e na televisão:
 

“Antes, os heróis que fascinavam eram os personagens do “Bem”, que se mantinham éticos. “Hoje, são os vilões que são os heróis e que fascinam por suas maldades.” Na ficção, esses personagens são isentos de qualquer sentimento de culpa. Enquanto que heróis de antigamente passaram a ser os “ bonzinhos ingênuos e otários...”

Na busca cega e incessante de riqueza e de fama, o desrespeito, a frieza, a luxúria e a perversidade dos psicopatas estão servindo cada vez mais como fonte de inspiração para cineastas, críticos de arte, atores e autores... Seguindo por essa maléfica trilha não percebem que, fascinando um grande número de espectadores, estão causando um grande prejuízo à humanidade.
 

“Se não tomarmos cuidado – a psiquiatra alerta – acabaremos adotando a conduta psicopática como um estilo de vida eficiente para a autosatisfação ou para adaptar-se a esse perfil como meio de sobrevivência.”

“É hora de pararmos e realizarmos uma profunda reflexão coletiva e individual” – a autora do livro prossegue - “ Temos que unir forças para efetuarmos um combate efetivo das ações psicopáticas e de todas as suas manifestações.”
 

Infelizmente o psicopata não tem cura e nem eles buscam tratamento, como pessoas com problemas de depressão, toque... e que querem melhorar sua qualidade de vida. Os psicopatas gostam de se manter no estado em que estão; de se sentirem perversos e seguros de si...

Demonstram sinais desse tipo de comportamento na infância, maltratando os animais, por exemplo, e na adolescência.
 

O que pode ajudá-los é somente uma preocupação da família em estabelecer um ambiente harmonioso, com muito afeto e uma educação aprimorada. Os bons exemplos por parte dos pais e das pessoas que os cercam ajudarão a suavizar suas atitudes e a conviver melhor dentro da sociedade.
 

“MÃES, ABRAÇAI O FILHO QUE TE CAUSA DESGOSTO E ENSINAI A ELE QUE VEIO A ESTE MUNDO PARA SE APRIMORAR NO CAMINHO DO BEM...”, diz o Evangelho. Mas eu acho que esse trabalho não cabe somente às mães, cabe aos comunicadores de uma maneira geral, cabe às Escolas, à Religião... E, sobretudo, aos políticos para criarem leis que protejam, cuidem da saúde e da educação das pessoas. Leis que incentivem os artistas a fazer da arte um entretenimento salutar e inspirem ao espectador a uma conduta ética. Leis que façam da Escola um lugar onde os professores não sejam mais ameaçados ou agredidos por alunos e que os estudantes que possam estudar em paz.


 

Como bem diz Ana Beatriz: “É estarrecedor observar que crianças que deveriam estar brincando ou folheando livros nas escolas, trafiquem drogas, empunhem armas e apertem gatilhos sem qualquer vestígio de piedade.”
 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

 

Perfil da Escritora:

Ana Beatriz Barbosa Silva é médica graduada pela UERJ, com pós graduação em psiquiatria pela UFRJ.

Professora 'honoris causa' pela UniFMU (SP) e presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP).

Já publicou os livros:

Mentes Inquietas”

Mentes e Manias”

Sorria Você Está Sendo Filmado” (em parceria com o publicitário Eduardo Mello)

Mentes Insaciáveis”: anorexia, bulimia, compulsão alimentar

Mentes com Medo”: da compreensão a superação

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.

Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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