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Um poeta negro se forja.
Enforma com suas letras as dificuldades do cotidiano de um sonhador por dias
melhores e mais justos: esperança.
Em seu segundo livro,
Samuel Congo da Costa, poeta catarinense, militante das causas sociais, se supera em não querer ser mais o "banzo
pós-moderno" que vagueia por esta sociedade consumista e hipócrita.
O poeta ora busca a "libido
sagrado", ora surge tecendo sua relação de amor com a natureza e suas flores e ao seu
filho que nasceu e lhe trouxe maturidade. Filhos amadurecem os homens.
África no pulso e nas mãos.
A negritude exala em poros e em versos de luta. Deixa florescer suas marcas do
passado, sofrimentos na cor da pele e tece suas criticas a uma sociedade marcada
pelas mazelas sociais.
Na arte e na vida forja-se
um poema e um poeta, amor e letras num entrelaçamento vivo.
Na sua travessia aparece
não um amargo rancor e sim devaneios amorosos, simplicidade e perseverança.
Versos questionadores, pois uma Margarida se transforma num jardim de
margaridas, de pétalas e em muitos outros jardins.
Sonhos, sim: um poeta se
forja nos sonhos e em seus dielmas cotidianos e existenciais. Afinal "quem
tem medo da poesia" ou já "cansou de ser negro e ser parado pela polícia"?
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