Na
capital paulista, dia 10 de dezembro, no auditório da Livraria Saraiva
(Shopping Center Norte) a escritora Zibia Gasparetto lançou seu último
livro, pela Editora Vida e Consciência, "SE ABRINDO PRA A VIDA".
No evento, mais de
duzentas pessoas (entre elas: crianças, adolescentes e idosos) tiveram
oportunidade de conversar com a autora, levar suas experiências
pessoais, relatar contatos com a espiritualidade; e questionar sobre o
motivo de tantas catástrofes e crises ocorridas no mundo.
TEMA DO LIVRO
Jacira, a heroína da
história, é uma jovem costureira que já passou dos trinta anos. Nunca
pensou em casamento, sempre ocupada em dedicar sua vida cuidando dos
pais. O pai é um ex-operário de uma montadora de automóveis, que prefere
ficar desempregado do que aceitar um salário inferior ao que ganhava
antes. Tanto o pai como a mãe dependem de Jacira para o sustento da casa
e, além de reclamar da vida, eles temem que um dia ela venha a
abandoná-los, como fizeram seus dois irmãos.
Jacira sente-se infeliz e
frustrada com a vida sem graça que está levando; e culpa seus familiares
pela sua infelicidade.
Numa noite Jacira tem um
curioso sonho, no qual ela se vê julgada num Tribunal e onde é também
censurada sobre não fazer nada a seu favor.
O sonho leva-a a refletir
sobre sua vida, assim que ela desperta. Percebe de repente o isolamento
e abandono aos quais se condenou. E a partir daí, resolve mudar seu
comportamento; cuidar melhor da aparência e deixar de ser tão submissa.
O resultado dessa
mudança, além de bastante favorável, serve de exemplo para o pai; que
sente-se encorajado a voltar a trabalhar.
SOBRE A MENSAGEM
A mensagem de Lucius,
mentor espiritual de Zíbia, mostra nesse livro que a infelicidade
resulta de atitudes equivocadas e do auto-abandono que levam certas
pessoas a salvar os outros, mas esquecendo de si próprias.
“A
alegria é o tônico da alma. É preciso cultivá-la, cercando-se de coisas
bonitas, por mais simples que sejam”, diz a escritora. Não adianta
reclamar da vida e pôr nas costas dos outros a culpa dos próprios
fracassos. O que é preciso são atitudes construtivas que tragam um bom
retorno; e manter-se conectado no momento presente, sabendo valorizar
tudo que se conquistou.
Depois, confiar na vida e
se lembrar que as forças do Universo (Deus) trabalham a favor daquilo
que não está em nosso poder resolver. Nossa responsabilidade principal é
cuidar bem de nós mesmos; depois cuidar das pessoas ao nosso redor.
Quando ajudamos alguém
estamos sendo solidários, o que é uma bela atitude. Mas é preciso ajudar
de forma inteligente; isto é, de modo que as pessoas que estão sendo
ajudadas, aprendam a progredir por si mesmas. Induzir alguém ao
comodismo transformaria essa ajuda em prejuízo.
NAIR LÚCIA DE BRITTO
Comentarista de Cinema
e Literatura