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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 01 de julho de 2010 19:52:53                                               

 
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CULTURA  Livros

A TV no armário

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 01/07/2010

 

“Sem homofobia, mais cidadania, pela isonomia dos direitos.”, este é o clamor da Parada Gay de São Paulo: a maior manifestação pública em defesa dos homossexuais.

O marco desse movimento surgiu em Nova York, em junho de 1969, após um tumulto ocorrido num bar situado no bairro de Greenwich Village, frequentado por homossexuais.

Quando se fala em “orgulho gay” deve-se entender a expressão como uma reação política de luta contra uma atitude agressiva de escárnio que existe contra os gays no mundo todo.

A origem do movimento partiu da Europa, no final do século XIX, principalmente na Alemanha. O objetivo principal era mostrar a homossexualidade como um fenômeno natural.

O médico e escritor alemão, Karoly Maria Benkerr, argumentou que a homossexualidade era inata e, como tal, só poderia submeter-se às leis naturais e não às leis penais, conforme se pretendia naquele país.

Em apoio aos seus argumentos, realizaram-se outros estudos a respeito do tema, inclusive do famoso psiquiatra alemão, Karl-Heinrich Ullrichs; mas a Segunda Guerra Mundial provocou o retrocesso dos avanços obtidos em defesa dos direitos dos homossexuais e muitos desses estudos perderam-se.

Com isso muitos deles foram injustamente aprisionados, depois da guerra.

Durante dois anos, o jornalista Irineu Ramos Ribeiro fez um minucioso estudo sobre esse assunto com o objetivo principal não só de elucidar, mas também de contestar em sua obra, A TV NO ARMÁRIO, ocasiões em que alguns programas humorísticos, telejornais ou novelas referem-se aos homossexuais de forma pejorativa e debochada”, conforme diz o autor.

E ele conclui que o desrespeito pode “estimular o preconceito” de uma população onde muitos ainda são leigos no assunto.

“A televisão tem um papel determinante na sociedade no que se refere à Educação”; e, portanto, tem condições de esclarecer, orientar; e estimular a fraternidade, a paz e o respeito aos mesmos direitos entre todos os cidadãos, independentemente de quaisquer diferenças.

NAIR LÚCIA DE BRITTO
Jornalista

 

Sobre o autor:

Irineu Ramos Ribeiro é jornalista, formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), pós-graduado em História e mestre em Comunicação (Unip).

É membro do Centro de Estudos e Pesquisa em Comportamento e Sexualidade (CEPCos). É integrante do Grupo de Estudos Estética, Mídia e Homocultura”, da USP.

É palestrante da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), órgão vinculado à Secretaria de Participação e Parceria, da Prefeitura de São Paulo.


 

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.

Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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