“Sem
homofobia, mais cidadania, pela isonomia dos direitos.”, este é o clamor da
Parada Gay de São Paulo: a maior manifestação pública em defesa dos
homossexuais.O marco desse movimento
surgiu em Nova York, em junho de 1969, após um tumulto ocorrido num bar situado
no bairro de Greenwich Village, frequentado por homossexuais.
Quando se fala em “orgulho gay” deve-se
entender a expressão como uma reação política de luta contra uma atitude
agressiva de escárnio que existe contra os gays no mundo todo.
A origem do movimento partiu da Europa, no
final do século XIX, principalmente na Alemanha. O objetivo principal era
mostrar a homossexualidade como um fenômeno natural.
O médico e escritor alemão, Karoly Maria
Benkerr, argumentou que a homossexualidade era inata e, como tal, só poderia
submeter-se às leis naturais e não às leis penais, conforme se pretendia naquele
país.
Em apoio aos seus argumentos, realizaram-se
outros estudos a respeito do tema, inclusive do famoso psiquiatra alemão,
Karl-Heinrich Ullrichs; mas a Segunda Guerra Mundial provocou o retrocesso dos
avanços obtidos em defesa dos direitos dos homossexuais e muitos desses estudos
perderam-se.
Com isso muitos deles foram injustamente
aprisionados, depois da guerra.
Durante dois anos, o jornalista Irineu Ramos
Ribeiro fez um minucioso estudo sobre esse assunto com o objetivo principal não
só de elucidar, mas também de contestar em sua obra, A TV NO ARMÁRIO,
ocasiões em que alguns programas humorísticos, telejornais ou novelas referem-se
aos homossexuais de forma pejorativa e debochada”, conforme diz o autor.
E ele conclui que o desrespeito pode “estimular
o preconceito” de uma população onde muitos ainda são leigos no assunto.
“A televisão tem um papel determinante na
sociedade no que se refere à Educação”; e, portanto, tem condições de
esclarecer, orientar; e estimular a fraternidade, a paz e o respeito aos mesmos
direitos entre todos os cidadãos, independentemente de quaisquer diferenças.
NAIR LÚCIA DE BRITTO
Jornalista
Sobre o autor:
Irineu
Ramos Ribeiro é jornalista, formado pela
Universidade Católica de Santos (UniSantos), pós-graduado em História e mestre
em Comunicação (Unip).
É membro do Centro de Estudos e Pesquisa em
Comportamento e Sexualidade (CEPCos). É integrante do Grupo de Estudos
“Estética,
Mídia e Homocultura”, da USP.
É palestrante da Coordenadoria de Assuntos da
Diversidade Sexual (Cads), órgão vinculado à Secretaria de Participação e
Parceria, da Prefeitura de São Paulo.