A adolescência é uma fase bastante complexa e
delicada na vida de todos nós.
Mas quando o jovem se descobre homo ou bissexual as
dificuldades tornam-se bem maiores e bem mais complicadas.
Para ajudar pais e educadores responsáveis por esses
jovens, um dos maiores especialistas brasileiros em sexualidade juvenil,
Claudio Picazio, escreveu
UMA OUTRA VERDADE, livro lançado pela Editora Summus
(Edições GLS).
Neste livro, o especialista esclarece as dúvidas
mais comuns de pais e educadores sobre a homossexualidade, entre elas: A
homossexualidade é genética? É possível evitar que uma criança possa vir a
ser um homossexual na vida adulta?
Como o professor deve abordar esse assunto com os
pais, quando o aluno sofre preconceito na Escola?
Ao escrever este livro o autor espera atender a
necessidade de esclarecer todas essas questões que geram e, consequentemente,
também geram o preconceito por parte dos pais e dos educadores.
Quando todos puderem entender que a homossexualidade
não é um desvio; mas, sim uma outra verdade da expressão da nossa
sexualidade tudo ficará mais claro e mais fácil, diz Claudio Picazio. Só a
descoberta desta outra verdade poderá quebrar o preconceito e estabelecer a
formação de um novo paradigma.
Segundo Picazio, é essencial manter programas que
capacitem pais e educadores a posicionarem-se corretamente em relação às
diferentes formas de expressão da sexualidade. Dividido em duas partes, o
livro funciona como uma ferramenta auxiliar.
Na primeira, o especialista explica a
homossexualidade e, na segunda, ressalta que a Escola tem um papel relevante
no combate ao preconceito. E a melhor forma de
combater o preconceito é através da informação.
Entre elas é que a homossexualidade não é uma opção, assim como a
heterossexualidade também não é.
Ninguém escolhe por quem vai sentir atração. “O
termo científico correto é orientação sexual do desejo”. “A maneira como o
desejo se orienta dentro de nós é um mistério.”
Também é errado dizer “homossexualismo” uma vez que
o sufixo ismo é usado para designar doenças e perversões. O termo correto é
homossexualidade, que não é doença, nem perversão.
A população precisar conscientizar-se que a
superioridade de uma pessoa não está na pele clara, no rosto bonito, no
corpo perfeito; nem na sua riqueza, nem no seu sexo.
A superioridade de uma pessoa está no seu espírito
elevado e no bem que que esse mesmo espírito emana.