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Revista Partes - Ano V - 24/02/2006 21:25:14 

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Aleluia
Por Sylvio João Zimmermann Neto

Deixe-me sair! Preciso de ar. É incrível! Maravilhoso! Fiquei tão perturbado ao que quando tentei colocar meu chapéu, não conseguia encontrar a cabeça” Dizem que estas foram as palavras de Jean-François Lesueur, professor de composição de Hector Berlioz, na saída do concerto em Paris onde ouviu pela primeira vez a Quinta Sinfonia de Beethoven. E esta é a reação que compositores e músicos buscam provocar no público, a transfiguração da música em alegria.

Quantas vezes na vida podemos ter esta oportunidade, viver estes momentos mágicos que trazem consigo o poder de acordar o instinto, em que músicos de elevada competência desnudam a alma de um compositor para o encanto dos ouvintes.

Ao longo da história os contínuos fluxos migratórios moldaram as características da cidade de Blumenau, forjando a nossa economia, pautando nosso cotidiano e a nossa cultura. Desde a fundação, nossa cidade não só é palco de sublimes espetáculos musicais como também é mãe de talentosas obras. Alguns blumenauenses, ao dirigirem-se ao grande auditório do teatro, conduzem seus olhares para o busto do saudoso maestro Heinz Geyer para fazer uma justa reverência.

No mês de Dezembro tivemos essa maravilhosa sensação a que se referia o professor de composição. Tudo me fez ficar perturbado, foi tudo incrível, maravilhoso. Por várias razões, entre elas a arrebatadora criação de Haendel, a magnífica composição da obra de arte musical que apresenta a profecia e o nascimento de Jesus, a Paixão culminando no “Aleluia” e a Redenção em “O MESSIAS”. A perfeita afinação da orquestra, a admirável regência de Tiago Flores, além do Coral de Porto Alegre e dos solistas.

Mas o fato que me fez ficar sem ar, foi a felicidade de poder apreciar este espetáculo no palco do teatro projeto por Erwin Bruner, o Carlos Gomes, foi ver que a música da mais alta qualidade que nós espectadores ouvíamos vinha da Orquestra de Câmara de Blumenau e que entre os solistas figurava o prestigiado e aplaudido tenor blumenauense Marcos Liesenberg.

Para os blumenauenses admiradores da boa música, às pessoas que acreditam que a educação e a cultura são o alicerce para o pleno exercício da cidadania e ainda àqueles que acreditam que os bons princípios promovem a paz, a disciplina e o respeito ao próximo entre outros valores, a apresentação de “O MESSIAS” de Haendel foi um ótimo presente de Natal.

Parabéns à Presidente da Fundação Cultural de Blumenau Marion Bubeck Willecke por prestigiar a típica tradição de Blumenau ao promover este brilhante concerto de Natal.

Outros artigos do autor:
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Silvio João Zimmermann Neto  é administrador.



 

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