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Quando se fala em Sítio do Pica-pau
Amarelo, logo nos vem à memória a grande figura de seu autor, sem dúvida
um dos grandes mestres da literatura brasileira. Monteiro Lobato é um
dos grandes nomes da história literária desse país. Grande escritor,
celebrado por gerações e gerações de crianças por seu espetacular
trabalho “O Sítio do Pica-pau Amarelo”, Lobato foi também um
empreendedor. Além disso, através de todas as suas produções e
realizações queria por que queria fazer com que o Brasil pudesse crescer
desenvolver-se, ocupar um lugar de destaque mundial dos países.
Originário do interior de São Paulo, mais especificamente da cidade de
Taubaté o escritor fez um pouco de tudo em sua vida. O que mais
permanece na memória coletiva nacional é a sua forte ligação com as
crianças. Proximidade e carinho conseguidos com o apoio da Narizinho, da
Emília, do Visconde, do Pedrinho e dos demais personagens do Sítio. Em
suas obras dedicadas às crianças, Lobato conseguiu verdadeiras façanhas
como contar a história do mundo tornando-a divertida e atraente para os
pequenos ou, ainda, falar de temas adultos e sérios de forma
descontraída, como a questão do petróleo.
O projeto justifica-se pelo fato de que
conhecer a obra de Monteiro Lobato deveria ser atividade básica
programada por todas as escolas de nosso país. Conhecer o Sítio e seus
personagens, desbravando as páginas escritas pelo Monteiro Lobato, é
muito mais que um dever escolar, é um grande prazer e contribuição
essencial para o nosso próprio sentimento. Lobato significa literatura
de muita qualidade e história. Não ler suas obras significa abrir mão de
livros que simbolizam nossa própria identidade. O sitio do Pica-pau
amarelo foi uma maneira que eu, professora de Literatura da turma 301,
encontrei para apresentar aos alunos da Educação Infantil e dos Anos
Iniciais do Ensino Fundamental esse maravilhoso escritor, desenvolvendo
nos alunos a paixão pela leitura da literatura. Além de desenvolver nas
normalistas o gosto por encantar os pequenos com os livros, bem com
melhorar sua expressão oral e corporal através da dramatização.
Temos como problemática, a certeza de que
como os seres humanos, desde sempre produzimos narrativas, fazemos parte
delas todos os dias. Dessa forma, as crianças, como qualquer pessoa,
gostam muito de histórias, mas mesmo assim a maioria ainda não conhece
as grandes aventuras vividas pelo pessoal do Sítio. Até mesmo algumas
normalistas. Então esse projeto busca resgatar a riqueza cultural,
intelectual dessas narrativas lobateanas.
Nossos objetivos foram conhecer o escritor
Monteiro Lobato, bem como suas obras; criar nos alunos o hábito da
leitura, através do contato com histórias; despertar um ambiente
prazeroso para a leitura, onde a própria criança se sente parte da
história, com vontade de conhecê-la mais; proporcionar a socialização
através da dramatização aos alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais
do Ensino Fundamental; melhorar a expressão oral e corporal das
normalistas.
O trabalho foi desenvolvido durante
as aulas de literatura, baseado em referência bibliográfica (que segue
no final do trabalho) de teóricos consagrados sobre o ensino de
Literatura e leitura de Literatura, especialmente a infantil. A
culminância do projeto ocorreu em data marcada no auditório da escola,
os trabalhos foram apresentados nos turnos da manhã e tarde, com duas
apresentações por turno. Além da dramatização as crianças receberam uma
atividade de “cruzadinha” e “colorir” sobre as personagens do Sítio, que
levaram para a sala de aula para trabalharem com suas professoras
titulares.

Foto 1.: Grupo que trabalhou com Minhas
memórias de Lobato

Foto 2.: Podemos visualizar o cenário e as
fantasias usadas pelos alunos para representar as aventuras do Sítio.

Foto 3.: Todos os alunos da turma 301 do
Curso Normal de Ensino Médio do Instituto Estadual de Educação Ernesto
Alves que participaram do projeto da disciplina de Literatura
Brasileira.
Em razão de tudo que vimos, podemos dizer
que a avaliação foi contínua, através da observação diária do aluno do
Curso Normal no desempenho de suas atividades, no relacionamento com os
colegas e com a professora, responsabilidade, comprometimento. Os
instrumentos de avaliação foram relatórios diários no caderno de
planejamento da professora, além da avaliação principal no dia da
finalização do trabalho, que foi a encenação das obras trabalhadas.
Por fim, avaliando o projeto em geral,
percebeu-se que os alunos do curso Normal se envolveram na leitura das
obras, na transformação do texto narrativo em texto teatral, na
confecção de fantasias, na construção do cenário em que as histórias se
desenrolaram, também foi um momento de contribuição para a perda da
desinibição, a construção do improviso, o contato com o público, o
exercício da paciência com as crianças mais pequenas, características
essenciais para os alunos deste curso, futuros professores de Educação
Infantil e Anos Iniciais. Inclusive pela narração das professoras
titulares das turmas que assistiram a peça teatral, percebemos que
realmente as crianças se encantaram com as personagens do Sítio, sendo
que no momento da encenação elas interagiam com Emília, criticando-a,
corrigindo-a, já que Emília fazia o papel de despertar o senso crítico
das crianças enquanto assistiam às histórias, além disso, algumas
correram à Biblioteca da Escola, para conhecer melhor as histórias do
Sítio, temos assim, alunos do Primeiro Ano lendo Os doze trabalhos de
Hércules.
Bibliografia
CEREJA, William Roberto. Ensino de
Literatura: uma proposta dialógica para o trabalho com literatura.
Atual: São Paulo, 2005.
LOBATO, Monteiro. “Narizinho Arrebitado”.
In: Reinações de Narizinho. Brasiliense: São Paulo, 2005.
SANDRONI, Luciana. Minhas memórias de
Lobato. Companhia das Letrinhas: Porto Alegre, 2000.
ZILBERMAN, Regina. Como e por que ler a
literatura infantil brasileira. Objetiva: Rio de Janeiro, 2005.
_______________. (Org.). Leitura em
crise na escola: as alternativas do professor. Mercado Aberto: Porto
Alegre, 1993.
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