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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 21 de outubro de 2009 19:31:54   

 
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CULTURA - TEATRO

Laranja Azul

   

Por Nair Lúcia de Britto

publicado em 21/10/2009

Estréia no Brasil a peça teatral Laranja Azul, do premiado autor inglês Joel Penhall, considerado pela crítica britânica como um dos melhores dramaturgos de sua geração.

A primeira apresentação ao público ocorrerá dia 22 de outubro (próxima quinta-feira) no Centro Cultural do Banco do Brasil – CCBB – Teatro III (RJ); sob a direção de Guilherme Leme.  

O tema aborda o relacionamento conturbado entre um paciente, um jovem negro que sofre de esquizofrenia, e dois médicos psiquiatras; dentro de um hospital psiquiátrico londrino. Para interpretar esses personagens foram escolhidos os atores Rogério Fróes, Rocco Pitanga e Pedro Brício.

Froes demonstra estar satisfeito com seus dois companheiros de atuação e com a direção. “Guilherme Leme é um diretor jovem e gosto do seu método de trabalho” – ele diz -- “O texto é maravilhoso e creio que causará um grande impacto ao público.”
 

''O texto de Joe Penhall é bem arquitetado e retrata fielmente o pensamento e o humor dos ingleses'', argumenta Brício.

Para interpretar o atormentado Cris, Pitanga raspou a cabeça e considera essa experiência o grande desafio na sua carreira como ator. “É o trabalho mais interessante que já fiz!”, ele confessa.

Leme tem trabalhado arduamente, conciliando o fim da temporada de “O Estrangeiro”, de Albert Camus, com os ensaios de Laranja Azul. Isto, depois de ter dirigido “Shirley Valentine”, interpretada por Betty Faria no CCBB de São Paulo.

Em Laranja Azul, o cenário todo em matizes de branco, ficou a cargo de José Dias; e criação de Tomás Ribas, quanto a luz em diferentes tipos de neon branco.

“A idéia é fazer com que o público se sinta como se estivesse realmente num hospital”, explica Leme.

Punk rock e distorções de guitarra compõem a trilha sonora de Marcelo H, são para quebrar de certa forma a uniformidade da cor.


Ao produzir a peça, Sérgio Saboya espera uma reflexão sobre o sistema psiquiátrico brasileiro.

Segundo as críticas internacionais :”Penhal tem o dom de tratar de assuntos sérios com bom humor. Uma sátira instigante.” (Guardian); New York Times

“Um dos melhores textos da história do teatro inglês” (Sunday Times). Já o The Independent diz: “Uma peça engraçada e irreverente!”

 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

Comentarista de Arte

 

SERVIÇO:

Local: CCBB – Teatro III, Rua Primeiro de Março, 66 (Centro) – RJ

Fone (21) 3808-2020

Apresentações: De quarta a domingo, às 20h00.

Ingressos: 10 reais, com direito a meia entrada.

Bilheteria: Depois das 10h00

Acessível para cadeirantes.

Desaconselhável para menores de 18 anos

 
 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!


 

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