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Resumo:
Este artigo apresenta uma revisão teórica sobre o fenômeno linguístico
conforme a perspectiva estrutural da linguagem. Embora o estruturalismo
tenha diversas formas dentro da Linguística, como o funcionalismo e o
distribucionalismo, esta discussão limitar-se-á ao estruturalismo de
Ferdinand de Saussure, visto que este deu à língua um tratamento
especial, projetando a Linguística no âmbito das ciências modernas.
Dentro dessa perspectiva, serão abordadas as dicotomias: língua/fala;
significante/significado, relações sintagmáticas/relações
paradigmáticas, sincronia/diacronia.
Palavras-chave: linguagem, estruturalismo, dicotomias saussurianas.
Abstract: This paper presents a theoretical review of the linguistic
phenomenon as a structural perspective of language. Although
structuralism has various forms in Linguistics, as
functionalism and distributionalism, this
discussion will be limited to the structuralism of Ferdinand de Saussure,
as he gave special treatment to the language, designing Linguistics in
the context of modern sciences. In this perspective, will addressed the
dichotomies: language / speech, signifier / signified, relations
syntagmatic / paradigmatic relations, synchrony / diachrony.
Keywords: language, structuralism, Saussurean dichotomies.
Introdução
O fenômeno linguístico sempre exerceu fascínio sobre os homens que,
desde a Antiguidade já empreendiam sérias discussões a respeito da
organização da linguagem, bem como de seus elementos constituintes. Ao
longo do tempo, os homens tentaram explicar a realização do fenômeno
linguístico, propondo diversas concepções sobre a língua.
Inicialmente os estudos da linguagem foram fortemente marcados pelo
racionalismo: estudo da linguagem enquanto representação do pensamento e
concepção de que a língua obedece a princípios racionais lógicos.
Cria-se, assim, a gramática considerada modelo por muitos gramáticos do
século XVII: Gramática de Port-Royal. Posteriormente, com os estudos
históricos, busca-se mostrar que as línguas se transformam com o tempo e
essa mudança não depende da vontade dos homens; segue a vontade da
própria língua e tem uma regularidade. Em seguida, com os
estruturalistas, que se ocupam, inicialmente, da segunda articulação da
linguagem e, depois, dos signos e dos sistemas de signos, procura-se
explorar as
inter-relações através das quais o significado é produzido dentro de uma
cultura.
As concepções estruturais da linguagem tiveram grande aceitabilidade na
Europa. Foi a partir do estruturalismo que a Linguística ganhou seu
objeto de estudo, a língua, concebida como um conjunto de signos bem
organizados, formando um todo significativo, em que cada elemento só
adquire valor a partir de sua relação com o todo do qual faz parte.
Breve história do Estruturalismo
O estruturalismo surgiu na Europa, a partir das idéias revolucionárias
sobre a linguagem, desenvolvidas pelo lingüista genebriano Ferdinand de
Saussure. Desde jovem, ele se dedicou aos estudos linguísticos e
considerava insuficientes os princípios e métodos característicos da
Linguagem. Em 1906, tornou-se professor titular na Universidade de
Genebra, em que teve a oportunidade de divulgar sua visão sobre a
Linguística Geral, cujas anotações foram reunidas e publicadas por dois
de seus discípulos, após a sua morte, resultando em um de seus mais
importantes trabalhos: o Curso de Linguística Geral.
Outros estudos linguísticos também fizeram parte dos interesses do
mestre, como o trabalho sobre as vogais do indo-europeu e a análise de
anagramas, mas o que realmente o consagrou foram os novos conceitos
referentes à língua, os quais deram à Linguística um caráter científico,
até então negado a esta por falta de método e objeto de estudo próprios.
Convém ressaltar que a Lingüística já se constituía desde o século XVII,
com as gramáticas gerais e depois, com as gramáticas comparadas, porém,
só a partir do século XX, com Saussure, é que a Linguística se
autonomiza como ciência, definindo seu objeto e métodos próprios.
Saussure considera a língua um sistema de signos, cuja significação
depende das relações de valor entre eles, pois a língua se estrutura
ordenadamente de maneira a formar um todo significativo, a partir de
pares opostos. Ele institui, então a sua visão dicotômica da linguagem,
distinguindo língua e fala, sincronia e diacronia, significado e
significante, relações sintagmáticas e relações paradigmáticas. Dessa
forma, propõe um novo método de análise dos fenômenos linguísticos,
chamado estruturalismo, que Mattoso Câmara assim define:
(...) é uma nova
forma de encarar os fenômenos linguísticos porque faz com que a
significação dependa, completa e exclusivamente, das suas relações
íntimas e liberta esta concepção de outros postulados, falsos ou
unilaterais, que tinham sido explicitamente enunciados e através dos
quais se devia deduzir a existência de relações vagas e indistintas. (CAMARA
JR., 1979, p. 110)
Muitos discípulos de Saussure procuraram explicar e aclarar suas idéias
sobre a língua, outros partiram de sua teoria para investigar as partes
da linguística sobre os quais o mestre não havia se pronunciado. Meillet
e Bally, por exemplo, dedicaram-se, respectivamente, aos estudos de
gramática comparativa do indo-europeu e à estilística; Sechehaye e
Gardiner discutiram a distinção entre discurso e língua; Vandryes propôs
uma visão sociológica para a linguagem.
Outros linguistas também se influenciaram pelas idéias de Saussure e o
estruturalismo perdurou até os anos 50, momento em que Noam Chomsky,
lingüista americano, propôs uma teoria explicativa para a linguagem: o
gerativismo.
As dicotomias saussurianas
Língua e fala
Apoiada na oposição social/individual, a distinção entre língua e fala
constitui a base da teoria estrutural da linguagem. Segundo Saussure, a
língua é um fato social, assim como a fala, um ato individual, contudo,
uma não existe sem a outra.
A língua é um instrumento de dominação, que só existe na mente dos
falantes. Ela não é utilizada em termos concretos, é uma abstração da
realidade que só se concretiza através da fala. Por isso Saussure afirma
que a língua é um sistema de signos, cuja essência é a união do sentido
e da imagem acústica; “é um tesouro depositado pela prática da parole em
todos os indivíduos pertencentes à mesma comunidade” (SAUSSURE,
1975, p. 23), portanto, ela se apresenta como acervo linguístico.
Considerando que a língua não é individual, que nenhum indivíduo é
possuidor da língua e que ela só se completa a partir da coletividade,
Saussure a considera uma instituição social. Ela se constitui a partir
das convenções estabelecidas por uma sociedade, não podendo ser
modificada por apenas um membro desta, e, por ser um sistema de signos,
cuja função é exprimir idéias, ela é sistemática e funcional, de
natureza homogênea. A fala, por outro lado, é considerada um instrumento
de execução individual da linguagem, cuja função é exprimir o pensamento
pessoal, e por isso é heterogênea e multifacetada, sendo peculiar a cada
indivíduo que dispõe das combinações necessárias para a realização da
língua. Ela é assistemática, permitindo uma variedade de combinações
linguísticas.
Utilizando o termo forma no sentido de essência,
Saussure estabelece que a língua é forma e não substância, pois ela é
sistemática e tem estrutura. A forma é constituída pela teia de relações
entre os elementos da língua, enquanto a substância é constituída pelos
elementos dessa teia. Na língua, podem ser constituídas sentenças com
alterações de substância, ou seja, falta de coesão que, no entanto, não
implicam na forma, a qual é de fundamental importância para o
funcionamento do sistema linguístico. Uma sentença como Nós conseguiu
apresenta defeito de substância, entretanto, os elementos que a
constituem (sujeito e predicado) estão perfeitamente relacionados, não
apresentando defeito de forma, visto que possui gramaticalidade.
Saussure, então, atribui à substância a função de fazer a ligação com a
forma. Para ele, a língua está para a forma, assim como a fala está para
a substância, sendo impossível conceber uma sem a outra.
Sem dúvida, a língua é sistemática, mas os seus elementos podem sofrer
mudanças ao longo do tempo, porém essas mudanças não são percebidas pela
coletividade. Assim, Saussure confere total prioridade ao estudo da
língua, visto que, por ser ciência, a Linguística só poderia se ater ao
estudo daquilo que é sistemático e constante: a langue. Seu
estudo, conforme Saussure, deve partir das relações entre os elementos
constituintes do sistema e suas funções, desconsiderando outras
propriedades, tais como: modo de formação, estrutura acústica, variantes
morfo-fonêmicas, etc.
Sincronia e diacronia
Outro par do qual Saussure faz distinção em seus estudos linguísticos é
sincronia/diacronia. Para ele, os fatos linguísticos podem se relacionar
simultaneamente em um determinado momento do sistema da língua, como
também podem se relacionar com outros fenômenos antecedentes ou
procedentes dentro do sistema da língua. Por isso, faz a distinção entre
esses dois fatos, estabelecendo dois eixos: o da simultaneidade e os das
sucessividades. No primeiro eixo, que ocorre horizontalmente, os
fenômenos linguísticos coexistem de maneira atemporal; no segundo eixo,
que ocorre verticalmente, os fenômenos ocupam uma determinada posição e
devem ser considerados de per si, verificando as alterações
sofridas pelos fenômenos do primeiro eixo, que aí se encontram.
Aos fenômenos que ocorrem no eixo das simultaneidades corresponde a
sincronia, e aos que ocorrem no eixo das sucessividades corresponde a
diacronia. Assim,
em seu Curso
de Linguística Geral,
Saussure utilizou uma escala para ilustrar seu pensamento, em que A B =
sincronia e C D = diacronia:
C



D
Sincronia e diacronia se apresentam bem diferentes; a primeira
corresponde à gramática de uma língua: “À sincronia pertence tudo o que
se chama “gramática geral”, pois é somente pelos estados de língua que
se estabelecem as diferentes relações que incubem à gramática”
(Saussure, 1975, p. 117); enquanto a segunda corresponde à fala:
(...) tudo quando seja diacrônico na língua, não o é senão pela fala. É
na fala que se acha o germe de todas as modificações: cada uma delas é
lançada, a princípio por um certo número de indivíduos, antes de entrar
em uso. (Saussure, 1975, p. 115)
Analisando, por exemplo, o verbo pôr, pode-se afirmar que
diacronicamente é um verbo da 2ª conjugação por causa de sua foram
arcaica poer, que era seu infinitivo. Porém, sincronicamente ele
pertence à 2ª conjugação porque as formas pudesse, puser,
põe, etc. comprovam que sua vogal temática é –e-. Assim, Saussure
diz que “É sincrônico tudo quanto se relacione com o aspecto estático da
nossa ciência; diacrônico tudo que diz respeito às evoluções” (Saussure,
1975, p.96).
Portanto, diacronia se refere às transformações, às mudanças ou
alterações sofridas pelos elementos do sistema linguístico ao longo de
seu uso na língua; enquanto sincronia se refere à situação, ao estado em
que os elementos se encontram em um dado momento (passado ou presente),
independente dos fatos que os antecederam ou procederam no tempo.
Em seus estudos linguísticos, Saussure priorizou a sincronia, pois
acreditava que, sendo a língua um sistema de valores, seu estudo deveria
partir da estrutura como se apresenta num estado momentâneo, a qual é a
única perceptível pelos falantes, visto que os mesmos não percebem a
sucessão de fatos linguísticos no tempo, que constituem a diacronia.
Assim, torna-se impossível estudar, ao mesmo tempo, os fatos sincrônicos
e diacrônicos, principalmente pela multiplicidade de signos na língua.
Significante e significado
Uma terceira dicotomia da visão estrutural da linguagem se refere aos
elementos que compõem o signo linguístico: significante e significado.
Como já foi visto, a língua é considerada um sistema de signos, cuja
essência é a união entre sentido e imagem acústica. O signo linguístico,
então, foi assim ilustrado no Curso:
 
A representação mental ou conceito a que se está convencionada a palavra
denomina-se significado (parte abstrata da palavra). A imagem acústica,
a impressão psíquica que se tem do som, quando se enuncia a palavra,
denomina-se significante. Esses dois elementos são inseparáveis. Não é
possível conceber, na língua, conceitos ou idéias sem uma denominação
específica ou vice-versa. Com isso, tem-se que “os termos implicados no
signo são ambos psíquicos e estão unidos, em nosso cérebro, por um
vinculo de associação” (SAUSSURE, 1975, P. 80).
Sendo a língua um sistema, cujos signos são estabelecidos por convenção
social, o vínculo associativo que une as duas faces do signo não é
motivado, ou seja, não há um critério para se associar um significado a
um significante na língua, por isso, o signo linguístico é arbitrário.
Nesse sentido, arbitrariedade não significa liberdade para que o falante
possa alterar o signo, pois este é convencional. E, exatamente por ser
imutável, o signo é arbitrário; ele só se estabelece na língua quando
consagrado por uma comunidade linguística. Assim, o mestre genebriano
afirma que “Justamente porque é arbitrário, não conhece outra lei senão
a da tradição, e é por basear-se na tradição que pode ser arbitrário”
(SAUSSURE, 1975, p.88).
A diferença que existe entre as línguas justifica essa característica do
signo. Em cada língua há um significante diferente para representar um
mesmo conceito comum a todas: cadeira, silla, chair, etc. O
princípio da arbitrariedade parte da idéia de que não há uma razão
natural para se unir determinado conceito a determinada seqüência
fônica, por isso, qualquer seqüência fônica poderia se associar a
qualquer conceito e vice-versa, desde que fosse consagrado pela
comunidade linguística.
No que tange à questão das onomatopéias e interjeições, Saussure diz
que, devido à sua forma fônica, sugerem apenas uma realidade, mas não
são elementos constitutivos da língua e nem sempre mantêm uma relação
evidente entre o significante e o significado. Além disso, eles variam
de língua para língua, pois não são imitações fiéis e diretas de ruídos
e sons naturais, visto que, quando introduzidas na língua, sofrem
evolução fônica, convencionando-se também como os demais signos e
perdendo seu caráter natural.
Outra característica do signo é a linearidade. Cada elemento da
língua se difere do outro, estabelecendo uma relação contrastiva, não
havendo possibilidade de emitir dois fonemas simultaneamente. Mesmo
quando não se compreende na totalidade os fonemas que compõem um
sintagma, há de se fazer uma escolha, pois não há um elemento
intermediário, portanto, ou se pronuncia dente ou pente,
visto que os elementos que compõem a língua são discretos e se agrupam
linearmente, numa seqüência. Como o significado não é uma sucessão e não
possui partes, a linearidade reside apenas no significante.
Relações sintagmáticas e relações paradigmáticas
A língua é uma estrutura em que cada elemento tem uma função. Para
Saussure, a língua é composta sempre de pares opostos que formam uma
estrutura, e é exatamente esse fator que torna possível a existência de
uma língua. Os elementos da língua mantêm entre si relações lineares e
de contraste, das quais dependem sua significação e seu valor. Essas
relações ocorrem horizontalmente em nível mórfico, fônico e sintático
entre dois ou mais elementos, formando sintagma. Na palavra casinha,
por exemplo, temos uma oposição entre o radical cas- e o sufixo
característico do diminutivo –inha, formando um sintagma. Para
Saussure, sintagma se constitui de dois ou mais elementos consecutivos,
não devendo, pois, confundir-se com sintaxe, visto que o estudo do
sintagma se propõe à análise dos elementos mínimos significativos da
língua, enquanto a sintaxe deve apenas ser parte desse estudo.
Como foi exposto anteriormente, a língua se constitui acervo linguístico.
Cada indivíduo tem armazenado em sua mente uma série de palavras que, no
momento da concretização da língua, são selecionadas pelo falante para
compor o enunciado. As palavras que pertencem à mesma família se
associam na memória formando grupos e mantendo várias relações entre si.
Essas relações ocorrem verticalmente em nível mórfico, fônico e
semântico, formando um paradigma.
Dessa forma, Saussure distingue dois tipos de relações entre os
termos da língua, que “se desenvolvem em duas esferas distintas...” e
“correspondem em duas formas de nossa atividade mental, ambas
indispensáveis para a vida da língua” (SAUSSURE, 1973, p. 142). Na
primeira, estão as relações sintagmáticas; na segunda, estão as relações
paradigmáticas.
As relações sintagmáticas se referem às relações que unem as
partes de um sintagma, bem como as que unem um sintagma a outro,
portanto, podem ocorrer entre fonemas, entre determinante e nome, entre
sujeito e predicado, etc. elas estão ordenadas na língua, numa sucessão
de elementos e número determinado; pertencem aos grupos de palavras e
ocorrem in presentia, numa série efetiva de dois ou mais
elementos que compõem o sintagma; podem referir-se à corrente temporal
da produção sonora ou aos segmentos lineares da escrita e, devido a esta
última possibilidade, são consideradas a primeira dimensão.
As relações paradigmáticas correspondem às relações de associação dos
elementos que possuem algo em comum, sendo comparáveis em qual unidade
de sua estrutura. Segundo Robins (1977), a estrutura da língua está para
sintagma, assim como sistema está para paradigma, pois, ao contrário do
sintagma, caracterizado pela ordenação e definição dos elementos,
respeitando tempo e espaço, no paradigma, os termos podem ser agrupados
desordenadamente, em números indefinidos. De acordo com ele, “Um termo
dado é como o centro de uma constelação, o ponto para onde convergem
outros termos coordenados cuja soma é indefinida” (SAUSSURE, 1975,
p.146).
Dessa forma, essas associações podem se fundar em relações
entre radicais, sufixos, significados, consoantes, verbos, fonemas,
partes do discurso, etc.
Considerações finais
Através desse trabalho, procurou-se mostrar as bases da
Linguística Estrutural, instituídas por Saussure, a partir de suas
dicotomias. Para tanto, recorreu-se aos percursos teóricos empreendidos
pelo mestre genebriano em seu Curso
de Linguística
Geral. A teoria estrutural distingue, então, língua e fala,
sincronia e diacronia, significado e significante, relações
sintagmáticas e relações paradigmáticas. Da dicotomia língua/fala,
priorizou-se o estudo da língua em detrimento do estudo da fala, visto
que esta é assistemática e multifacetada, enquanto aquela é sistemática
e tem estrutura. Entre sincronia e diacronia, deu-se preferência à
sincronia, pois os estudos diacrônicos já faziam parte da tradição
linguística, enquanto na sincronia, muito ainda havia a explorar. No
Curso, Saussure deixou claramente expresso que há uma linguística
sincrônica e uma diacrônica, porém as explicações desta não têm relações
com aquela.
Muitas das idéias de Saussure foram, depois, de batidas e
ampliadas, pois ele não abordou, no Curso de Linguística Geral,
todas as partes da Linguística, por isso, muitos de seus discípulos
deram continuidade aos estudos linguísticos, sob o enfoque estrutural.
Sem dúvida, a visão saussuriana da linguagem contribuiu para
esclarecer o fenômeno linguístico e deu à Linguística uma posição de
ciência-piloto das ciências humanas. Tal é a sua importância que hoje se
tornou conteúdo obrigatório em qualquer curso universitário na área
linguística, porém convém ressaltar que as concepções sobre a linguagem
não se esgotam na teoria estrutural, sendo esta, ainda, geradora de
muitas críticas e reflexões.
Referências
CÂMARA, JR. Joaquim Mattoso. História da Linguística. Trad. Mª do
Amparo B. de Azevedo. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1986.
CARVALHO,
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12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
ORLANDI, Eni Pulcinelli. O que é Linguística? Coleção Primeiros
Passo. Brasiliense: São Paulo, 1995.
ROBINS, Robert Henry. Linguística Geral. Trad. Elizabete Corbetta
A. da Cunha et al. 2. ed. Porto Alegre: Globo, 1981.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. 29. ed.
Cultrix: São Paulo, 2008.
[*]
Mestre em Letra e Linguística pela Universidade Federal da Bahia
(UFBA). Professora de Linguística da Faculdade de Ciências
Educacionais.
Como citar esse artigo
LIMA BARRETO, Evanice Ramos. A visão saussuriana da linguagem. P@rtes.
(São Paulo). Outubro de 2009.
ISSN 1678-8419.
Disponível em <www.partes.com.br/educação/visaosaussuriana.asp>.
Acesso em _/_/_.
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