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No meio
desta "guerra" do gás envolvendo Brasil e a Bolívia é
bom destacarmos a importância do setor da alcoolquímica
– que é a geração de produtos industriais a partir do
álcool da cana. Mais do que abastecer nossos automóveis
o álcool derivado da cana-de-acúcar é uma fonte
riquíssima de tecnologia. Sim, além de combustível, o
álcool pode gerar outros produtos, como, por exemplo, o
ácido acético que é um insumo da indústria química
utilizado na preparação de perfumes, corantes, acetona e
seda artificial. Há também o acetato de polivinila (PVA),
usado na produção de tintas à base de água, de adesivos
e de gomas de mascar; e do acetato de etila, aplicado na
formulação de thinners, tintas e vernizes.
O Brasil é
o maior produtor de álcool de cana-de-açúcar – ou
bioetanol –, respondendo por 36% do mercado mundial, com
uma produção de 16 bilhões de litros por ano. Atenderá a
demanda nacional e parte da internacional por
biocombustíveis nas próximas décadas. Essa produção
poderá servir também como fonte de matérias-primas
alternativas para a indústria química, incorporando
avanços científicos e tecnológicos na área da
biotecnologia.
As
perspectivas de expansão da indústria sucro-alcooleira
para atender a demanda mundial por biocombustíveis e
matérias-primas alternativas para a indústria química.
Existe uma intensa colaboração profissional entre a
academia (universidades e centros de pesquisas) e a
indústria. Este é um dos requisitos para transformar as
recentes descobertas e avanços científicos na genômica,
na biologia molecular, na biocatálise e na tecnologia de
fermentação em inovações.
O Brasil
ocupa uma posição privilegiada na produção do bioetanol.
O clima e a insolação existentes no país ajudam.
Lembramos
que a partir do álcool também é produzido o cloreto de
polivinila (PVC), usado na fabricação de caixas, telhas,
tubos flexíveis, luvas, sapatos, “couro-plástico” e
fitas de vedação. Há ainda o polietioleno, um polímero
do qual se faz, por exemplo, tubos macios, flexíveis e
quimicamente resistentes que são usados para terapia
endovenosa e em cateteres. Dele também se pode fazer
embalagens conhecidas como PET. |
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