.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 17/11/2007 23:45:58

 PRINCIPAL

 Agenda

 Colunistas

 Cultura e Humor

 Editorial

 Educação

 Em Questão

 Em Rhede

 Entrevistas

 Notícias

 Poesias e Crônicas

 Política e Cidadania

 Reportagens

 Reflexão

 Sócio Ambiental

 Turismo e Lazer

 Terceira Idade

 Outras edições

 

   Participe

 Cartas

 Expediente

 Fale Conosco

  

   Especiais

 SP 450 anos

 Gilberto Freyre

 Igrejas

 Meio Ambiente

 Assédio Moral

 Assédio Moral

 Econotas

Ambientalismo e desenvolvimentismo
Por Gilberto da Silva


Brasil sempre futuro
Este país varonil sempre foi, em sua história, um depósito de rejeitos. Depósito de rejeitados  e de rejeitadas. Depósito ecológico. Depósito de imoralidades. Foi e é um depósito de mitos: país de pulmão do mundo, devido à imensa variedade de matas e afins; pátria da humanidade; do futuro, eldorado do mundo.
O desmatamento corre solto. Os recursos naturais quase se esgotando e nada dos homens que comandam esta nação. De um lado ambientalistas que tapam os olhos para o desenvolvimento. De outro, desenvolvimentistas que não tomam consciência da finitude de nossas reservas. É, creio, a Terra vai sobreviver. Porém os homens....

Na mídia...
Meio ambiente é coisa séria. As matérias relacionadas ao meio ambiente viraram uma espécie de jornalismo-tragédia, ou seja, basta acontecer alguma desgraça ambiental para que vire notícia. E desgraça pouca é bobagem. Ela tem que ser espetaculosa. Espetacular. Ou modismo: setembro, primavera, semana do meio ambiente etc.
Cadê as reportagens sérias, descomprometidas com este ou aquele poder?  De vez em quando a mídia solta um olhar angelical sobre o assunto: mostra uma espécie em extinção. Despeja-se piedade e emoção. Reforça-se a imagem do ecochato...
 

...é importante
Mas os espaços que se abrem na mídia são importantes, pois as conseqüências de um mundo insustentável já vêm afetando a população mundial. Ela, a mídia, tomada pelo seu papel de educadora e conscientizadora, livre de extremismos, pode contribuir para reverter o quadro de degradação.
De grão em grão faz-se educação ambiental. 

Poluição
A gravidade dos problemas de poluição contribui para a evolução das consciências. Claro que devagarzinho, bem devagarzinho. As questões ditas ecológicas não pode ser encaradas como marginais, estranhas às questões sociais, como preocupações elitistas. O combate contra as poluições, todos os tipos de poluições, questiona de conjunto o modelo produtivo, tem implicações profundas para a política de ocupação do território e traz várias questões sobre a relação entre pesquisa científica e os poderes estabelecidos. Por isso incomoda!  

Reflexão
“No imaginário dos pais fundadores da sociedade moderna, o desenvolvimento se movia dentro de dois infinitos: o infinito dos recursos naturais e o infinito do desenvolvimento rumo ao futuro.

Esta pressuposição se revelou ilusória. Os recursos não são infinitos. A maioria está se acabando principalmente a água potável e os combustíveis fósseis. E o tipo de desenvolvimento linear e crescente para o futuro não é universalizável. Não é, portanto, infinito.” Leonardo Boff, teólogo.

 

 

 

 

 

Gilberto da Silva é professor, jornalista e sociólogo. Editor da Partes.
gilberto@partes.com.br



 

© copyright Revista P@rtes 2000-2005
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil