.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 17/11/2007 23:45:25

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As árvores que caem, o ambientalista esclerosado e o mineral que mata
Por Gilberto da Silva

Árvores que caem
Em
2004, de acordo com estatísticas da Defesa Civil Municipal 453 árvores sofreram queda na cidade. Segundo Antonio Fernando Pinheiro Pedro, advogado ambientalista, a poda das espécies previamente diagnosticadas como condenadas é a ferramenta mais eficaz de se evitar situações de risco nos bairros. Para isso, o advogado vai solicitar ao Ministério Público que oficialize uma correlação do número de árvores tombadas, devido a chuvas e ventos fortes, e o número daquelas que estavam listadas pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para o corte autorizado. “Assim, saberemos quantos acidentes poderiam ter sido evitados com a poda de árvores e galhos”, completa.

Ambientalismo esclerosado
Segundo
o antropólogo americano Michael Schellemberger, a luta contra efeito estufa depende da eliminação da ‘categoria mental ambiente. Para ele o ambientalismo está morto! Para ele o movimento ambientalista foi incapaz de alertar o público e os tomadores de decisão do país sobre o principal desafio ambiental da história humana -o aquecimento global- devido a algo que ele chama de chama de ‘esclerose literal’: que pode ser vista quando se assume que, para obter vitórias contra o aquecimento global, é preciso falar em aquecimento global em vez de, digamos, economia ou política industrial

Doença de Chagas
A
doença de Chagas é um doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Calcula-se que existam 18 milhões de indivíduos com doença de Chagas no continente americano. É a  principal causa de cardiomiopatias (doenças do miocárdio) na América Latina. A doença de Chagas pode ser dividida em três fases: uma aguda, que dura poucas semanas após o contágio e na qual a pessoa sente febre, dores de cabeça e alterações cardíacas leves; um fase ainda indeterminada, em que o paciente pode ficar até 30 anos assintomático; e a fase crônica, na qual está estabelecido um quadro de cardiomiopatia chagásica.


Tribunal do Amianto
No
dia 28 de abril de 2005, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP - do Largo de São Francisco será realizado o Tribunal do Amianto com o intuito de discutir sobre os efeitos do mineral. A questão proposta a questão: Povo x Amianto.
O
amianto ou asbesto é um mineral usado como matéria-prima na maioria das indústrias e em mais de 70% das residências brasileiras. O amianto, o assassino silencioso, é um material incombustível, muito resistente, pode ser fiado em tecidos que suportam altas temperaturas. Porém, é cancerígeno e provoca várias doenças graves no ser humano. Quando entra no corpo humano pelo ar que se respira ou ingestão de água ou alimentos contaminados, os nossos mecanismos naturais de defesa não conseguem eliminá-lo e o mineral fica para sempre em nosso organismo. Ao se instalar na pleura, membrana que reveste o pulmão, e no peritônio, membrana que reveste toda a cavidade abdominal, causa doenças incuráveis, que matam lentamente por asfixia ou por tumores malignos muito agressivos e de difícil tratamento.

Pergunta que não quer calar:
Meu
sogro sempre me convidava para pescar na Represa. Eu nunca ia. Ele sempre que voltava, dizia: “Peguei umas tilápias bonitas”. Hoje, quando o velho volta da chácara, é frustração: Chii, nem sequer belisca a isca!” Ele parou de me convidar.

Até quando viverá a Billings?

Gilberto da Silva
gilberto@
partes.com.br

 

 

 

 

 

Gilberto da Silva é professor, jornalista e sociólogo. Editor da Partes.
gilberto@partes.com.br



 

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