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Berço
esplêndido
O
culto
cívico
do “nascido
em
berço
esplêndido”
isenta
o
brasileiro
de
tomar
cuidados
com
a
natureza.
São
mais
de quinhentos
anos
de
filhos
nascendo e aprendendo erroneamente
que
nossas
florestas
são
inexauríveis.
Nunca
é
tarde
para
mudar
um
processo de
educação!
Basta
começar
em
casa,
com
nossos
filhos...,
depois
pelos
governantes!
Tudo dá
Em
se plantando,
tudo
dá.
Assim,
perpetuando esta
crença
que
tudo
dá nesta
terra
varonil,
não
iremos
muito
longe,
nem
daremos
em
nada.
Para
acabar
com
este
estágio
e
atingir
a sustentabilidade devemos
acabar
com
o
uso
ineficiente
dos
serviços
ambientais,
como
a
exploração
irracional
de
peixes
e da
água,
por
exemplo.
Entende-se
serviços
ambientais,
tais
como
aqueles
que
são
“prestados”
pelos
ecossistemas
à
humanidade,
mas
que
não
entram nas
contas
da
economia.
O
certo
é
que
não
devemos
separar
as
problemáticas
ambientais dos
problemas
sociais,
políticos,
econômicos
e culturais.
Consumo
Responsável
É
um
conceito
que
vai ganhando
corpo
dentro
da
sociedade
e faz
parte
da transformação sócioambiental
que
vai adentrando
nos
meandros
de
nossa
sociedade.
Porém, é
preciso
aprofundar
a
noção
de
causa
e
efeito
entre
nossos
hábitos
de
consumo
e a
realidade
sócioambiental. Uma
alimentação
saudável
e
atividade
física
ajuda
bastante
a
mudar
esta
realidade
obesa
e
sem
saúde
que
vigora no
país.
Os
movimentos
de
defesa
do
consumidor
e
ambientalista
em
interação
com
a
mí.
dia
e os
movimentos
sociais
podem
ajudar
nesta
construção
por
um
mundo
mais
saudável.
É
preciso
ter
uma
relação
crítica
em
relação
aos
meios
de
comunicação
e a e
publicidade.
Você sabia?
Que
cerca
de 1,1
bilhão
de
pessoas
não
têm
acesso
ao abastecimento adequado e
mais
de 2,6
bilhões
não
têm
saneamento?
A
população
de Marsilac sabe
bem
do
que
estou falando.
Lá
os moradores têm
que
comprar
água
de caminhão-pipa
enquanto
aguardam
que
a Sabesp conclua as
obras
do
reservatório
na
região.
Se numa
cidade
da
dimensão
de
São
Paulo
ainda
vive
com
estes
problemas,
imagine as
centenas
de
municípios
espalhados
por
este
Brasil, abandonado e destruídos
por
seus
governantes.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br
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