.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 12/07/2007 23:01:46

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Nós e os outros: o universal começa em casa
Por Gilberto da Silva

 

Canteiros
A concessionária que administra as Rodovias Anchieta e Imigrantes, aquela mesma que cobra altas taxas para salgarmos o corpo no litoral está iniciando um projeto de reflorestamento de áreas verdes desmatadas durante as obras da construção da segunda pista da Imigrantes.  A concessionária já vem recuperando algumas áreas. Menos mal, nós estamos pagando caro pelo pedágio, mas em contrapartida a empresa está cumprindo o estabelecido pela lei e pelo contrato. No país do desrespeito, plantar 440 mil mudas de 40 espécies, ao longo das rodovias, até o próximo ano é um alento.

Rio Pinheiros
Eu, simples mortal, portanto, mortal, continuo sonhando com o dia em que poderei pescar nas águas límpidas - água tipo Classe C - do rio Pinheiros. Espero encontrar tão somente peixes!

Ecoturismo
O tempo passa e nada de implantarem um programa sério de ecoturismo sustentável na região sul do município. Uma grande opção para amenizar o desemprego e arrecadar impostos para os cofres públicos. O grande potencial da região permanece adormecido, guardado, talvez, nas gavetas dos grandes operadores das políticas públicas da cidade.

Praças
Quem se habilita? Nossas praças e parques estão disponíveis para empresas que querem investir na recuperação destas áreas abandonadas ou degradadas. Não basta colocar grades. Tem que haver um grande movimento mantê-las limpas, agradáveis e sem bosta de cachorro (atenção donos de caninos, não esqueçam de levar os plásticos para recolher os dejetos animais).

Juninas
As festas juninas e julinas estão chegando. Sempre um momento de alerta sobre o perigo de soltar balões. É muito bonito um balão no ar, no entanto, ele é proibido e perigoso. Uma brincadeira que leva à morte.

Ecossocialista
O Manifesto Ecossocialista traça o século XXI como “uma nota catastrófica, com um grau sem precedentes de desastres ecológicos e uma ordem mundial caótica, cercada por terror e focos de guerras localizadas e desintegradoras, que se espalham como uma gangrena pelos grandes troncos do planeta África Central, Oriente Médio, América do Sul e do Norte, ecoando por todas as nações”.  O texto internacional, que já foi assinado por muitos brasileiros, destaca que “as crises ecológicas e o colapso social estão profundamente relacionados e deveriam ser vistos como manifestações diferentes das mesmas forças estruturais. As primeiras derivam, de uma maneira geral, da industrialização massiva, que ultrapassou a capacidade da Terra absorver e conter a instabilidade ecológica. O segundo deriva da forma de imperialismo conhecida como globalização, com seus efeitos desintegradores sobre as sociedades que se colocam em seu caminho. Ainda, essas forças subjacentes são essencialmente diferentes aspectos do mesmo movimento, devendo ser identificadas como a dinâmica central que move o todo: a expansão do sistema capitalista mundial.” Como podem ver para os revolucionários verdes “O ecossocialismo será universal e internacional, ou não será”.

 

Gilberto da Silva
econotas@partes.com.br

 

 

 

 

 

Gilberto da Silva é professor, jornalista e sociólogo. Editor da Partes.
gilberto@partes.com.br



 

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