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Canteiros
A concessionária que administra as Rodovias Anchieta e
Imigrantes, aquela mesma que cobra altas taxas para
salgarmos o corpo no litoral está iniciando um projeto
de reflorestamento de áreas verdes desmatadas durante as
obras da construção da segunda pista da Imigrantes. A
concessionária já vem recuperando algumas áreas. Menos
mal, nós estamos pagando caro pelo pedágio, mas em
contrapartida a empresa está cumprindo o estabelecido
pela lei e pelo contrato. No país do desrespeito,
plantar 440 mil mudas de 40 espécies, ao longo das
rodovias, até o próximo ano é um alento.
Rio Pinheiros
Eu, simples mortal, portanto, mortal, continuo sonhando
com o dia em que poderei pescar nas águas límpidas -
água tipo Classe C - do rio Pinheiros. Espero encontrar
tão somente peixes!
Ecoturismo
O tempo passa e nada de implantarem um programa sério de
ecoturismo sustentável na região sul do município. Uma
grande opção para amenizar o desemprego e arrecadar
impostos para os cofres públicos. O grande potencial da
região permanece adormecido, guardado, talvez, nas
gavetas dos grandes operadores das políticas públicas da
cidade.
Praças
Quem se habilita? Nossas praças e parques estão
disponíveis para empresas que querem investir na
recuperação destas áreas abandonadas ou degradadas. Não
basta colocar grades. Tem que haver um grande movimento
mantê-las limpas, agradáveis e sem bosta de cachorro
(atenção donos de caninos, não esqueçam de levar os
plásticos para recolher os dejetos animais).
Juninas
As festas juninas e julinas estão chegando. Sempre um
momento de alerta sobre o perigo de soltar balões. É
muito bonito um balão no ar, no entanto, ele é proibido
e perigoso. Uma brincadeira que leva à morte.
Ecossocialista
O Manifesto Ecossocialista traça o século XXI como “uma
nota catastrófica, com um grau sem precedentes de
desastres ecológicos e uma ordem mundial caótica,
cercada por terror e focos de guerras localizadas e
desintegradoras, que se espalham como uma gangrena pelos
grandes troncos do planeta África Central, Oriente
Médio, América do Sul e do Norte, ecoando por todas as
nações”. O texto internacional, que já foi assinado por
muitos brasileiros, destaca que “as crises ecológicas e
o colapso social estão profundamente relacionados e
deveriam ser vistos como manifestações diferentes das
mesmas forças estruturais. As primeiras derivam, de uma
maneira geral, da industrialização massiva, que
ultrapassou a capacidade da Terra absorver e conter a
instabilidade ecológica. O segundo deriva da forma de
imperialismo conhecida como globalização, com seus
efeitos desintegradores sobre as sociedades que se
colocam em seu caminho. Ainda, essas forças subjacentes
são essencialmente diferentes aspectos do mesmo
movimento, devendo ser identificadas como a dinâmica
central que move o todo: a expansão do sistema
capitalista mundial.” Como podem ver para os
revolucionários verdes “O ecossocialismo será universal
e internacional, ou não será”.
Gilberto da Silva
econotas@partes.com.br |
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