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Para reduzir o efeito estufa faz-se necessário uma Política Nacional de Mudanças Climáticas em todos os níveis do estado brasileiro e que obedeça a Convenção Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima. O Governo Federal tem que tomar a dianteira diante da urgência da questão e realizar investimentos em sistemas de transporte coletivo público, em energias não renováveis e em campanhas permanentes de educação. Já estamos sofrendo as alterações do aquecimento global.
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas prevê um aumento da temperatura de até 6ºC no mundo se nada for feito para conter o aquecimento desenfreado do planeta. O documento produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU) também indica que até 2050 metade das áreas agrícolas da América Latina vai sofrer com a desertificação e a salinização, com prejuízos econômicos da ordem de US$ 300 bilhões por ano. Cientistas já conseguiram provar que o aquecimento global causado pela ação humana altera o regime de chuvas em todo o mundo.
Alternativas
Devemos com urgência pensar e colocar em prática
tecnologias sustentáveis, como energia solar, eólica
(apesar dos ventos abundantes e da tecnologia
disponível, a energia eólica caminha a passos de
tartaruga), arquitetura sustentável, prédios verdes,
agroecologia, carros híbridos entre outras. Porém, o que
falta é investimento. Abundam idéias, sobram
alternativas, mas não temos investimentos nestes setores
fundamentais.
Nossa parte
Todos nós contribuimos para o aquecimento global. Ao
consumirmos demasiadamente em nossas residências,
escritórios, fábricas estamos contribuindo para aumentar
o aquecimento global. O mesmo efeito ocorre na
quantidade de lixo que produzimos e no deslocamento que
fazemos com nossos automóveis, entre outras atividades
cotidianos. Se nós, o povo, não podemos fechar os olhos
para a questão, muito menos o governo! Cada um que faça
a sua parte! Devemos, neste aspecto, esperar por
milagres, ou cobrar com veemência uma atitude mais firme
do governo?
Livro
Vale a
pena ler o livro "Os Desafios da Sustentabilidade: uma
ruptura urgente", de Fernando Almeida, editado pela
Campus Elsevier. Na obra, o autor condiciona a
sobrevivência da sociedade à necessidade premente e
radical de mudança do modelo de desenvolvimento. O autor
Fernando Almeida aborda este dramático dilema de todos
nós em três blocos principais. No primeiro, o estado dos
serviços ambientais, as razões da urgência e o
comportamento dos sistemas naturais. No bloco seguinte,
como implantar as mudanças pela via da ruptura
estruturada como forma de desviar nosso futuro da rota
da tragédia social e ambiental. E, por último, mostra
quem vai operar as mudanças, apontando para a formação
dos líderes da sustentabilidade.
O livro, que é prefaciado pela ministra do Meio
Ambiente, Marina Silva, pelo líder empresarial José
Armando de Figueiredo Campos e pelo diretor da ONG The
World Resources Institute (WRI), Jonathan Lash procura
demonstrar a necessidade do envolvimento dos principais
setores da sociedade para que o desenvolvimento
sustentável seja implantado.
Dinheiro alemão
Pode
ser que o Banco KfW, banco de desenvolvimento alemão
ajude financeiramente na preservação da Mata Atlântica.
Dinheiro é bom e a nossa mata precisa. Agora nos resta
esperar pelo auxílio. Para ver e crer.
