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ISSN 1678-8419         última atualização em: terça-feira, 15 de abril de 2008 23:55:40                                               

 
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ECONOTAS

Mudança no clima e nas atitudes

   

Gilberto da Silva

publicado em 01/08/07

 
Aquecimento global
Para reduzir o efeito estufa faz-se necessário uma Política Nacional de Mudanças Climáticas em todos os níveis do estado brasileiro e que obedeça a  Convenção Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima. O Governo Federal tem que tomar a dianteira diante da urgência da questão e realizar investimentos em sistemas de transporte coletivo público, em energias não renováveis e em campanhas permanentes de educação. Já estamos sofrendo as alterações do aquecimento global.
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas prevê um aumento da temperatura de até 6ºC no mundo se nada for feito para conter o aquecimento desenfreado do planeta. O documento produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU) também indica que até 2050 metade das áreas agrícolas da América Latina vai sofrer com a desertificação e a salinização, com prejuízos econômicos da ordem de US$ 300 bilhões por ano.  Cientistas já conseguiram provar que o aquecimento global causado pela ação humana altera o regime de chuvas em todo o mundo.

 

Alternativas
Devemos com urgência pensar e colocar em prática tecnologias sustentáveis, como energia solar, eólica (apesar dos ventos abundantes e da tecnologia disponível, a energia eólica caminha a passos de tartaruga), arquitetura sustentável, prédios verdes, agroecologia, carros híbridos entre outras. Porém, o que falta é investimento. Abundam idéias, sobram alternativas, mas não temos investimentos nestes setores fundamentais.

 

Nossa parte
Todos nós contribuimos para o aquecimento global. Ao consumirmos demasiadamente em nossas residências, escritórios, fábricas estamos contribuindo para aumentar o aquecimento global. O mesmo efeito ocorre na quantidade de lixo que produzimos e no deslocamento que fazemos com nossos automóveis, entre outras atividades cotidianos.  Se nós, o povo, não podemos fechar os olhos para a questão, muito menos o governo! Cada um que faça a sua parte! Devemos, neste aspecto, esperar por milagres, ou cobrar com veemência uma atitude mais firme do governo?


Livro
Vale a pena ler o livro "Os Desafios da Sustentabilidade: uma ruptura urgente", de Fernando Almeida, editado pela Campus Elsevier. Na obra, o autor condiciona a sobrevivência da sociedade à necessidade premente e radical de mudança do modelo de desenvolvimento. O autor Fernando Almeida aborda este dramático dilema de todos nós em três blocos principais. No primeiro, o estado dos serviços ambientais, as razões da urgência e o comportamento dos sistemas naturais. No bloco seguinte, como implantar as mudanças pela via da ruptura estruturada como forma de desviar nosso futuro da rota da tragédia social e ambiental. E, por último, mostra quem vai operar as mudanças, apontando para a formação dos líderes da sustentabilidade.
O livro, que é prefaciado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pelo líder empresarial José Armando de Figueiredo Campos e pelo diretor da ONG The World Resources Institute (WRI), Jonathan Lash procura demonstrar a necessidade do envolvimento dos principais setores da sociedade para que o desenvolvimento sustentável seja implantado.


Dinheiro alemão

Pode ser que o Banco KfW, banco de desenvolvimento alemão ajude financeiramente na preservação da Mata Atlântica.  Dinheiro é bom e a nossa mata precisa. Agora nos resta esperar pelo auxílio. Para ver e crer. 

 

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::sobre o autor::

Gilberto da Silva é jornalista e sociólogo.

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