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A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da cidade de São Paulo lançou a campanha "Eu não sou de plástico" na expectativa de sensibilizar as pessoas para a necessidade de minimizar o consumo de sacolas e sacos plásticos, com a adoção do uso de sacolas permanentes, de preferência tecidos.
A adesão deve ser feita pela mudança de comportamento do cidadão ou por empresas que podem adotar medidas para estimular o uso de sacolas de algodão, malva ou outras artesanais.
Papa-pilha
Outra medida de cunho municipal é a parceria firmada
entre a prefeitura da cidade de São Paulo com a
Universidade de São Paulo (USP) para viabilizar medidas
de coleta e reciclagem de pilhas e baterias na cidade
universitária. O acordo prevê a instalação de
contêineres oferecidos pela Limpurb (Departamento de
Limpeza Pública) para deposição dos resíduos
recicláveis, coleta e destinação de material recolhido
no campus às cooperativas conveniadas ao programa Coleta
Seletiva.
A USP viabilizará a
promoção de ações educativas junto a comunidade de
coletores, operadores e separadores das cooperativas
vinculadas a prefeitura.
O Programa USP recicla tem como objetivo estimular e
apoiar a formação e práticas voltadas à sustentabilidade
sócio-ambiental.
Leilão de carbono
A Prefeitura de São Paulo, gerando críticas contrárias,
usou mecanismos previstos no Protocolo de Kyoto para
comercializar os créditos obtidos a partir do
aproveitamento de gases que seriam lançados na atmosfera
pelo Aterro Sanitário Bandeirantes localizado na zona
norte da cidade. O leilão rendeu a bagatela de R$ 34
milhões ao município, que segundo a prefeitura, devem
ser investidos na região do aterro (Perus e região). A
crítica contrária partiu da Defensoria da Água, Ong que
reúne várias entidades envolvidas em temas como acesso e
contaminação dos recursos hídricos: a ong denuncia que a
operação está premiando quem poluiu a área. Está dito e
feito.
Milton Santos
o geógrafo Milton Santos escreveu certa vez na Folha
de S. Paulo, em 2002:
"Um dado importante de
nossa época é a coincidência entre a produção
dessa história universal e a relativa liberação do homem
em relação à natureza. A denominação de era da
inteligência poderia ter fundamento nesse fato concreto:
os materiais hoje responsáveis pelas realizações
preponderantes são cada vez mais objetos materiais
manufaturados e não mais matérias-primas naturais. Na
era da ecologia triunfante, é o homem quem fabrica a
natureza, ou lhe atribui valor e sentido, por meio de
suas ações já realizadas, em curso ou meramente
imaginadas".
