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Lixo e
Cidadania
O Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, uma reunião de mais de
sessenta instituições, formularam propostas para enfrentar os desafios do
lixo na cidade, propondo a erradicação do trabalho infantil no lixo
- lugar de criança é na escola e no lazer; o reaproveitamento dos resíduos
sólidos urbanos com a participação dos catadores na coleta, triagem e
comercialização - a participação comunitária é fundamental; a redução
de geração de resíduos sólidos urbanos e a segregação do resíduos
perigosos nas fontes geradoras.
Aterros
A cidade de São Paulo produz cerca de 14 mil toneladas de resíduos a cada
dia. É muito lixo. E temos apenas dois aterros sanitários! Para piorar, a
vida útil dos dois aterros está estimada em apenas um ano. Não há espaço
na cidade para a construção de mais aterros. A cidade possui duas usinas
de compostagem e apenas um incinerador (Vergueiro) que funciona há 32 anos
e é altamente poluidor.
Os lixões
Grande quantidade destes resíduos são jogados a céu aberto, em terrenos
baldios, nos córregos, nos rios e nas represas Billings e Guarapiranga. Os
impactos são irreversíveis para a saúde humana e para o ambiente.
Sensibilização
Além de medidas governamentais é necessário que a população seja
sensibilizada para a questão. Alertá-las para o perigo sobre os riscos dos
resíduos perigosos, estimulá-la a implementar políticas de
reaproveitamento e recondicionamento de embalagens e uma questão básica e
difícil o consumo com critérios. Isto sem falar no desperdício alimentar.
Governo
As questões do Fórum devem servir de parâmetros ao próximo governo da
cidade. A iniciativa do Fórum paulistano soma-se à atuação do similar
nacional que visa principalmente a erradicação do trabalho das crianças e
de seus familiares nos lixões.
Água
A questão da água é o grande desafio para o Terceiro Milênio. Bela,
insubstituível e finita a água tende a ser motivo até de guerras.
Cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo por questões
relacionadas ao gerenciamento de recursos hídricos.
Segundo Andras Szöllösi-Nagy, secretário do Programa Internacional de
Hidrologia da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação,
Ciência e Cultura), as pessoas devem se conscientizar de que a água é um
bem econômico e estratégico e que as crises de abastecimentos dependem de
soluções políticas.
PET
As garrafas PET demoram cerca 100 anos para se desintegrarem no meio
ambiente, segundo estimativa do CEMPRE (Compromisso Empresarial para a
Reciclagem). A PET foi desenvolvido em 1941 pelos químicos ingleses
Whinfield e Dickson, mas as garrafas plásticas só
começaram a ser fabricadas na década de 70.
Os EUA e o Canadá foram os pioneiros na reciclagem dessas garrafas. No
Brasil o reaproveitamento só teve início há menos de uma década. Há
bons projetos nos legislativos sobre a reciclagem e o uso de PETs.
Biodegradáveis
Uma alternativa para reduzir a enorme produção de lixo são os plásticos
biodegradáveis. O polihidroxibutirato (PHB) é um tipo de plástico
produzido por uma grande variedade de organismos que se degradam
completamente ao ataque de micróbios do meio ambiente.
Uso da Água
Em 17 de julho entrou em vigor a lei 9.984 que criou a Agência Nacional de
Águas - ANA - , a água transformou-se em insumo industrial
e agrícola e, como tal, sua utilização passou a ser cobrada dos
consumidores, especialmente os grandes e médios. O setor elétrico, o
principal consumidor de água, pagará uma tarifa fixa correspondente a
6,75% do valor comercial da energia gerada, qualquer que
seja o volume de água utilizado. Falaremos deste assunto complicado em
outras oportunidades.
Autoresponsabilidade
O melhor caminho para minimizar o problema do lixo no futuro é promover a
auto-responsabilidade. O conceito é tão coerente que parece absurdo não
ser estabelecido como regra absoluta.
Por essa idéia, todas as empresas são obrigadas a assumir seus produtos até
o final da existência dos mesmos. Muito próprio
quando se imagina o destino de pilhas e baterias, agora já equacionado com
a resolução do Conama. Mas, e produtos menos perigosos, igualmente ou mais
volumosos como carros, eletrodomésticos, computadores e até mesmo
embalagens de difícil reciclagem?
Cabos de energia
Segundo estudo realizado pelo físico britânico Denis Henshaw, da
Universidade de Bristol, pessoas que moram próximas a fios condutores de
energia suspensos podem ter até 29% a mais de chances de desenvolver
tumores, principalmente cânceres de pulmão. Henshaw reforçou a teoria de
que o contato de seres humanos com campos eletromagnéticos acarretariam
problemas de saúde.
Os cabos de energia, segundo o cientista, emitem partículas que ionizam o
ar atmosférico, fazendo-o ficar recheado de cargas positivas e negativas,
que são lançadas no meio ambiente pelo vento.
Gilberto da Silva, editor da Partes
é jornalista e sociólogo
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