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Água e lixo urbano
Gilberto
da Silva
Perdas
A perda e o desperdício são dois outros aspectos a serem considerados
relevantes na questão da água. Perdas constantes de águas nas tubulações,
vazamentos residenciais, furtos de água (as ligações clandestinas), e o
que chamo de desperdício educacional: perda através da má utilização do
recurso, seja
através das torneiras, lavagem de carros, ruas e calçadas com água pura.
A propósito, uma torneira que pinga durante um mês desperdiça dois metros
cúbicos de água, o suficiente para atender as necessidades de uma pessoa
por duas semanas. O desperdício é o grande vilão do abastecimento. Em São
Paulo, 40% da água destinada ao consumo urbano é perdida já nas tubulações
que conduzem o produto das estações de tratamento para os consumidores.
Vidas
A água potável mantém vidas. A água que consumimos hoje em São Paulo,
por exemplo, sai do sistema de tratamento em plenas condições de uso.
Mas, durante o trajeto até a residência, pode ocorrer vazamentos ou
rompimentos das tubulações.
Na casa outro problema grave é a falta de limpeza das caixas de água.
Cuidado, as caixas podem estar contaminadas por insetos ou roedores. É
necessário uma limpeza regular para manter a água límpida e pura.
Respeito
Se não respeitarmos ambientalmente a água (leia-se: cuidados para evitar a
degradação e o desperdício)a sobrevivência humana estará seriamente
ameaçada.
Lixo urbano...
Na Argentina, na cidade de Las Heras, província de Mendonça, a união
entre a municipalidade, cientistas e a iniciativa privada chegaram a uma
solução para o destino final dos resíduos sólidos urbanos.
Estão implementando um projeto que visa o uso biotecnológico de resíduos
orgânicos do lixo urbano e, assim obter material inerte limpo (de alto
valor econômico), e a utilização do material orgânico degradável
como fertilizante.
Ar puro...
O projeto argentino visa também reduzir ou eliminar o mal cheiro, roedores,
insetos e outros vetores que acompanham as grandes massas de material orgânico
degradáveis imobilizada durante os meses de tratamento ou que são
aterrados sem o tratamento adequado.
Fica a dica para cidades do Brasil
Contaminação
de cemitérios
No Paraná a Promotoria de Defesa do meio Ambiente fiscalizou os cemitérios
públicos e particulares de Curitiba e de toda a região metropolitana para
avaliar se eles se enquadravam nas exigências de preservação ambiental
que prevê a instalação de poços de monitoramento das águas, além de
sistemas de drenagem e de coleta do lixo.
Lençol
freático
O
chorume (líquido que escorre dos corpos em decomposição) estavam vazando
e contaminando o lençol freático. Os
cemitérios se apresentam como uma fonte potencial de risco de contaminação
das águas subterrâneas. Os danos ao meio ambiente ocorrem pela ação de
microorganismos presentes no "chorume".
Gilberto da Silva
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