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Econotas

Ano I - Nº12 - março de 2001

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Lei do saneamento em breve será votada

Saneamento
O projeto de lei que regulamenta o saneamento básico no país já foi enviado ao Congresso. O desejo do Executivo é universalizar o serviço de água e esgoto no prazo de dez anos. Uma meta possível. A proposta de lei é polêmica. Uns criticam algumas linhas e artigos, outros aprovam. Há pessoas que não aceitam nenhuma vírgula da proposta.

Conteúdo
O projeto diz que o saneamento engloba os serviços de abastecimento de água potável e de esgotamento sanitário compreendendo a captação, adução e tratamento de água bruta, adução, reservação e distribuição de água tratada, coleta, transporte, tratamento e disposição final de esgotos sanitários.

Concessão
Pelas novas regras, Estados e municípios não poderão cobrar pela concessão dos serviços de água e esgoto. Pelo projeto, os vencedores dos leilões de concessão serão as empresas que oferecerem as tarifas mais baixas e o menor prazo para atender toda a população.

Indenização
Se a empresa concessionária deixar de cumprir as metas de saneamento constantes do contrato, deverá indenizar os consumidores prejudicados.  Para controlar serão criadas entidades que irão fiscalizar e regular a prestação de serviços de saneamento. 

Titularidade
A questão do poder concedente, pelo projeto, fica assim resolvida: a titularidade será do município quando todos os componentes da rede de saneamento ficarem em uma mesma localidade; mas, sempre que a infra-estrutura de água e esgoto for compartilhada por mais de um município, a titularidade será do Estado. É o caso da cidade de São Paulo. 

Privatização
Apesar de proibidos de cobrar pelas concessões, Estados e municípios poderão privatizar suas empresas de saneamento, além de definir metas de ampliação e qualidade. 

Amianto
A prefeita Marta Suplicy deve sancionar, nos próximos dias, o projeto de lei que proíbe a comercialização do amianto, um mineral considerado cancerígeno.
Chile, Dinamarca, Suíça e Itália estão entre os países que proíbem o uso do produto.
Osasco, São Caetano do Sul e Mogi Mirim já aboliram o amianto que é encontrado nas caixas d’água, lonas, freios, telas e revestimentos para embreagens. 

Covas
Nem herói, nem vilão. Apenas um político firme, sério, teimoso, turrão e democrata. O suficiente para entrar para a galeria histórica do Brasil. E isto não é pouco. No Brasil da falta de ética e da sobra de corrupção, levar para o túmulo estas características já é muito!
 

Gilberto da Silva, jornalista e sociólogo.
partes@partes.com.br

http://gilpartes.spaces.live.com/

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