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 Por Raul Prates

O contador - e olhe, não é de histórias - do Vasco da Gama, Wanderley Doringer, está sendo acusado de mentir em depoimento à CPI do Futebol no Senado afirmando que não é conselheiro do clube e que está afastado do Vasco desde 1982. O contador foi desmentido pelo relator Geraldo Althoff (PFL-SC) que mostrou à CPI a ata de uma sessão realizada pelo clube em 1999 e outra em 1994, ambas assinadas por Wanderley, que confirmou a autenticidade das assinaturas. Os documentos que atestam mudanças no valor patrimonial do clube e que foram assinadas pelo contador, na época constando na função de contador-geral do clube.

O contador tentou se explicar (e ai não contou direito) dizendo que o documento que vai para a Receita Federal não é assinado por ele, e sim por outro funcionário conhecido como Miguel Vaz. O contador Wanderley Doringer afirmou ainda que as assinaturas nas atas eram coisa interna do clube (coisas de Eurico). O contador pode ser enquadrado por perjúrio na condição de testemunha sob juramento. Para piorar, Doring não tem mais registro no Conselho Regional de Contabilidade, o que aumenta a ilegalidade do seu gesto Eurico Miranda, dono do Vasco da Gama e deputado federal, eleito para defender o clube no Congresso é categórico: "Essa CPI não vai dar em nada”. E assim vamos vivendo a ilusão do país do futebol entre verdades e mentiras numa CPI que está indo para o escanteio. A exemplo do que fez o ex-presidente do clube carioca, Antonio Soares Calçada, que depôs anteriormente, Doring (não parece nome de remédio?) disse que não se lembra dos valores da transação dos passes dos jogadores Bebeto, Romário e Edmundo. Afinal a julgar pelos craques a soma é grande!!!

Vamos sair incólume desta verdadeira Paixão Nacional?


Passe livre

Entre verdades e mentiras corre o processo do passe livre. A Lei 9.615/98, também conhecida como Lei Pelé, que prevê o fim do passe dos jogadores de futebol, entrou em vigor no dia 26. Vai dar certo?



Abraço de Morte?

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e o ex-ministro Edson Arantes do Nascimento (Pelé), selam relação de amores secretos e desejos latentes, no Ministério do Esporte e Turismo, de uma reunião para acertar os detalhes da mudança da Lei 9.615/98, também conhecida como Lei Pelé, que prevê o fim do passe dos jogadores de futebol. Como já afirmamos acima a lei vai entrou em vigor no dia 26.

O encontro teve ainda o objetivo de promover a reconciliação entre Pelé e Ricardo Teixeira, depois de um longo período de brigas, que durou dez anos. Ao saírem do gabinete do ministro Carlos Melles, Pelé e Ricardo Teixeira deram-se as mãos e abraçaram-se, selando a paz no futebol brasileiro (até quando?). Também participaram da reunião o Advogado-Geral da União, ministro Gilmar Mendes, o presidente da FIFA, João Havelange, e o presidente do Clube dos Treze, Fábio Koff. (Fonte e Foto -Agencia Brasil)



Fim da escravidão

Na foto acima, do dia 14 de março, Melles, glorioso Ministro dos Esportes afirma que as leis Pelé e do Passe livrarão jogador de futebol da "escravidão". Com a resolução, as regras dos contratos que vão substituir o antigo sistema de passe serão ajustadas de acordo com as normas estabelecidas pela Fifa.

"A reunião de hoje foi para dar início a uma reorganização administrativa do futebol brasileiro, o que é paixão e vontade do nosso povo. O governo federal já está fazendo o seu trabalho de agente fiscalizador", afirmou Carlos Melles. (Fonte e Foto – Agência Brasil)



Raul Prates é poeta e torcedor do Botafogo (RJ)



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