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Racionamento
e derrama
Por Gilberto Silva |
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Repeteco que não dói
A água é fonte de vida: o recurso natural mais
importante e precioso para o homem, os animais, as
plantas e que sua crescente escassez está comprometendo
a vida do planeta.
A água agoniza. Vivemos num planeta que ocupa dois terços
dos espaços existentes sob a configuração do oceano,
mares, rios, lagos, geleiras, lençóis subterrâneos e
outras formas líquidas. Mas, adianta? Diante da
natureza, há uma certeza: o homem é capaz de destruir
e dizimar sua própria vida.
Vital
A água, como vimos anteriormente, é um elemento vital
para os ecossistemas, para todas as formas de vida e
também é elemento básico para o desenvolvimento das
diversas atividades humanas, sociais e econômicas. A se
tornar, progressivamente, um recurso escasso, tanto em
qualidade como em quantidade, tende a se tornar um valor
econômico de enorme valia.
O crescimento desordenado das cidades, aliado a falta de
planejamento e de investimentos, provocam a degradação
da qualidade de vida de seus habitantes (com efeitos
econômicos, sociais e políticos) e contribuiu para a
diminuição da quantidade de água nos grandes centros.
Pneus velhos
O prefeito de Mauá, cidade situada no ABC paulista,
Osvaldo Dias, vinha reclamando dos moradores vizinhos da
cidade, que estavam despejando pneus velhos na município.
Cansado de acumular pneus velhos, Osvaldo Dias comprou
uma máquina de cortar pneus e deu uma destinação
legal ao produto: aproveita-o na indústria do asfalto.
Mega-festa ecológica
O DJ Carlos Slinger, radicado em Nova York, está
organizando uma mega-festa ecológica em Manaus entre 2
e 5 de agosto deste ano. Por trás do evento está a
organização ambientalista Greenpeace que quer realizar
um evento com “tecnologias limpas” na floresta onde
haja a integração entre o público e natureza sem
destruição.
Racionamento
As entidades de defesa do consumidor estão divididas
sobre a constitucionalidade do plano de racionamento de
energia elétrica que será adotado a partir de junho
nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IBDC)
considera que a medida fere a Constituição Federal por
aplicar critérios diferentes na redução do consumo
para os segmentos residencial, comercial, industrial e
rural. Para a Fundação Procon de São Paulo, o governo
tem argumentos para impor limites aos gastos de energia
elétrica.
Inadimplência
Mas num ponto as duas instituições concordam: a multa
de até quinze vezes o valor da tarifa para os que
gastarem mais energia pode causar aumento da inadimplência
e tornará a medida abusiva. É a velha tática
governista de agir com seu furor arrecadatório. Estamos
no tempo da derrama globalizada.
Custos e tarifas
A cobrança baseada exclusivamente no consumo não
considera o ônus que cada consumidor impõe ao sistema,
em função do tipo de atividade. No Brasil tudo é pago
pelos contribuintes, no caso da energia e do saneamento,
pelos consumidores.
Lixão
O prefeito de Carapicuíba, Fuad Chucre, em boa hora,
acabou com o maior lixão da Grande São Paulo. O município
detém um dos piores índices de qualidade de aterro de
resíduos do País. As cenas de humilhação e degradação
de seres humanos vivendo das sobras e restos de comidas,
agora é passado. O lixão fedeu e irritou os moradores da cidade durante 25
anos.
A área de 130 mil metros quadrados, equivalente a 18
campos de futebol, será transformada em parque (coisa
que o Fuad gosta de fazer, e bem). Os caminhões de
coleta serão encaminhados a um aterro particular de
Itaquaquecetuba, o que custará R$ 120 mil mensais à
Prefeitura.
Reflexão
Há possibilidade de desenvolvimento sustentável numa
sociedade baseada no lucro e na competitividade?
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br
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