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chorão dos chorões |
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O
choro é, segundo o Aurélio, um conjunto
de instrumentistas de categoria essencialmente carioca,
surgido no fim do século 19 com flauta, violão
e cavaquinho e mais tarde acrescido de outros instrumentos
como clarinete, bandolim, pistões, trombeta, que
tocava em serenatas, bailes familiares e festas populares".
Pixinguinha, nascido em 23 de abril de 1897, no Rio, foi
um mestre deste ritmo musical, que perdeu espaço
para o samba e outros ritmos, apesar de sobreviver vários
redutos do choro, com público fiel e de tamanho
considerável.
Quem nunca cantou "Ah, se tu soubesses como eu sou
tão carinhoso e muito, muito que te quero...".
Trecho de Carinhoso, a mais famosa canção
do mestre Alfredo da Rocha Vianna Junior, o Pixinguinha.
Pouca gente sabe que um ano antes de compor a música,
em 1923, Pixinguinha fora homenageado, em Paris, pelo
Instituto de Música da Franca com a música
Gargalhada, de sua autoria.
Pixinguinha aos 9 anos, já tocava cavaquinho; aos
17 anos fez as primeiras instrumentações;
19 anos era um respeitado compositor. Acompanhando a Companhia
Negra de Revistas conheceu a artista Jandira Aymoré
com quem se casou.
Criou diversos grupos musicais, como Os 8 Batutas, Grupo
da Guarda VeIha e Diabos do Céu. Dirigiu as orquestras
do Teatro Rialto, da RCA Victor, a banda da Policia do
antigo Distrito Federal e a Rádio Cruzeiro do Sul.
Trabalhou na rádio Tupi e gravou com a orquestra
filarmônica da Filadélfia, Estados Unidos.
Vivia de direitos autorais. Pixinguinha era conhecido
como dono de um grande coração. Tão
grande que levou à falência dois prósperos
negócios: um bar e uma farmácia. A obra
de Alfredo da Rocha Vianna Junior não lhe rendeu
dividendos financeiros mas assegurou uma legião
de amigos e admiradores que com ele se reunia de segunda
a sexta, no Bar Gouveia, na Travessa Ouvidor, no centro
do Rio.
Morreu, após o quinto infarto, em fevereiro de
1973. O choro, no entanto, continua vivo.
Rosa
Tu és
Divina e graciosa
Estátua majestosa
Do amor
Por Deus esculturada
É formada com o ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida
É preferida pelo beija-flor
Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz
Formada numa tela
Deslumbrante e bela
O teu coração
Junto ao meu, lanceado, pregado
E crucificado
Do arfante peito meu
Tu és
A forma ideal
Estátua magistral
Oh, alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor
O riso, a fé e a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor
És láctea estrela
És mão da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo o resplendor
Da santa natureza
Perdão
Se ouso confessar
Que eu hei sempre amar-te
Oh, flor
Meu peito não resiste
Oh, meu Deus, quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te um dia ao pé do altar
Jurar
Aos pés do Onipotente
Em prece comovente
De dor
E receber a unção
De tua gratidão
Depois d eremir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver
Até meu padecer
De todo fenecer. |
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