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Das dores, Felipão
Raul Prates

A luta pela classificação foi árdua - como a vida de um brasileiro médio para baixo -  e apesar de tudo, creio que a classificação só foi possível devido ao seu técnico, o Felipão.

Em entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 contra a fraquíssima e temida Venezuela, que garantiu a vaga da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari disse que a maior parte do grupo será mantido. "Cerca de 70% desse grupo estará na Copa", disse. O treinador tem toda razão, para ganhar uma Copa do Mundo o mais importante é ter um grupo unido -mesmo que repleto de perna de pau-como nossa seleção.

O treinador agora é só confiança. "Nós temos cinco ou seis meses para preparar uma equipe com mais qualidade", confessou na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 contra a Venezuela. 

Felipão só faltou agradecer a pré-candidata Roseana Sarney, que vai tratar ganhar com a seleção mais votos ao Planalto: "Agradeço ao povo brasileiro e ao povo daqui do Maranhão, pela receptividade, e ao carinho com que fomos tratados mesmo quando não retribuímos da maneira que eles queriam", disse. Tá, mas deixa as tarefas democráticas para outro. A CBF que trate de arrumar um dirigente mais capacitado para isto. 

Quem sabe um Zagallo, ou um Parreira. Felipão, teu negócio e fazer jogador trabalhar! E para manter seu emprego garantido, o treinador agradeceu ao presidente da CBF. "O Ricardo Teixeira honrou os compromissos comigo e me deu totais condições de trabalhar". Luiz Felipe Scolari é um técnico porreta, paizão e autoritário e possui todos os requisitos para dirigir a seleção rumo ao penta em 2002. É bom mesmo que o Brasil não saia daqui favorito, de salto alto. Em entrevista coletiva, o treinador admitiu que o Brasil não é o principal favorito ao título, mas que a seleção chegará às semifinais da competição. "Para mim, as favoritas são a Argentina e a França. Mas tenho certeza que estaremos entre os quatro", disse otimista. Felipão, com a categoria de nossos jogadores, se chegar em quarto, tú serás um campeão, tchê!

Raul Prates é poeta e torcedor do Botafogo (RJ)