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Evolução Moral Por Fernando Marrey
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Todos os seres humanos
naturais nasceram com o fecundar do esperma no óvulo,
desta fusão origina-se a vida. A moral do ser humano
começa a ser traçada no útero da mãe, o
comportamento e o estilo de vida materno durante a
gravidez criam o contorno dos primeiros impulsos da
moral, além de muitos outros. Quando o amor paterno
pela barriga da mulher desenvolve-se naturalmente sem ciúmes,
o filho começa a receber carinho paterno dentro da
barriga da mãe. O sexo durante a gravidez faz muito bem
à família natural. Esta soma unida proporciona um bom
despertar da respiração, com a continuidade da vida
desgarrado do útero. Todos somos iguais no momento da
fecundidade, mas as primeiras diferenças começam a
aparecer na gravidez. Todos, desde a concepção já
temos traços diferentes.
Passamos de um estado natural (sono do bebe) para um
estado social com o despertar para vida, a primeira
respiração. Os país de início moldam o ser indefeso,
e vai recebendo uma série de estímulos educativos e
sensitivos redundando na constituição da sua moral
individual, que é diferente da moral de todos os outros
seres racionais. Os mais letrados podem redigir padrões
sociais de moral, da soma das mais diversas moralidades
surge um padrão para meditação, mas que não serve
para nenhum de nós é apenas o modelo do escritor.
Seria bom poder julgar a moral do opositor, como forma
de superá-lo, mas julgar quem é poderoso e revestido
de métodos que podem desagregar o indivíduo semelhante
e sensível, um recuo como estratégia de conservação.
Qual moral deve prevalecer, a padronizada pelo convívio
social ou a individualizada de cada ser natural e único?
A soma ou negação da moral individual com a social
padrão, balizam o conceito que cada um deve ter da
moral coletiva; partindo da sua, mas contrapondo-se e
equiparando-se à coletiva. No entrelaçar amoroso,
portanto no entrelaçar de duas morais diferentes
regidas pela moral padrão, por convenção ou
experimentação surge uma nova moral, a do casal.
Passamos da esfera da individual para esfera da moral da
vida a dois e todas submetidas (não necessariamente
seguidas) à moral social.
A
evolução moral até aproximar-se da ideal, que não é
a padronizada, um caminho individual de aprendizado ao
longo do percurso vivido. O lapidar moral caminha em
sentido contrário ao estado social competitivo, desta
forma a evolução moral é negativa. Da sua constituição
inicial, o fecundar, até seu estado atual de vida,
decresceu sua moral, quem têm mais moral uma criança
ou um adulto? A criança está mais próxima do estado
natural, lógico ter mais moral.
Redigir a moral ideal, uma forma de espelhar as
morais individuais para um viés positivo, quando a
ideal é positiva. Quando a moral coletiva de uma
sociedade é regida por desagregados morais, a sociedade
desorganiza-se por completo, surgindo um novo padrão
moral a ser construído, somando toda a moral dos indivíduos
relegados ao anarquismo social miserável, na busca de
um novo padrão de moralidade, também imperfeito, mas
como caminho de um novo ordenamento onde a justa moral
seja a justiça social.
Fernando Marrey
Ferreira, filósofo e escritor. E-mail fmarrey@bol.com.br | |
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Os relacionamentos afetivos muitas vezes chegam
num limite de tolerância a separação pode ser inevitável.
Uma vez efetivado o afastamento dos corpos e dos
objetivos de vida a dois, quando o vaso quebra a tendência
na maioria dos casos é um caminho sem volta. Colar os
cacos sempre será um remendo do todo nunca chegará a
perfeição como antigamente, o melhor que se têm a
fazer é romper de forma definitiva mesmo quando se
imagina a possibilidade de reconciliação. Claro que
pode ocorrer em alguns casos e reverter aquele
afastamento até melhorando o envolvimento, mas são
exceções à regra.
Através da observação relato um caso de um
casal que viveram juntos durante três anos, o amor
chegou à plenitude, pareciam feitos um para o outro.
Sexualmente a afinidade para ambos os lados foi o máximo
de prazer que os dois sentiram durante suas existências.
O diálogo intelectual afim possibilitava uma aproximação
das mentes. Quando o corpo e a mente integram-se com
sensação prazerosa o caminho à fusão da vida uma dádiva.
Claro que são corpos e mentes diferentes, pois neste
mundo ninguém é igual a ninguém, o nível de prazer
corporal a ser atingido depende dos entrelaçar destes
corpos e do despertar no outro(a) o êxtase.
A mente integrada propicia a continuação do
prazer corporal, pode também propiciar o inicio deste
prazer, o intelecto cultural do casal pode não ser o
mesmo, cada um detém um tipo de experiência de vida e
de acumulação de bagagem, o intercâmbio intelectual
ocorre no desnivelamento e pode integrar-se muito bem. A
compatibilidade amorosa é composta de múltiplos
fatores que vão evoluindo de grau de importância no
decorrer da união, esta alteração nestes fatores pode
afetar o equilíbrio da estabilidade e muitas vezes
deteriora a convívio saudável. As
crises profundas que podem passar a ocorrer de forma
constante quebram o vaso de uma forma irreversível.
Quando atinge-se um desagregar intolerável a separação
é inevitável.
O casal imaginava que outros fatores poderiam
manter o relacionamento intacto, ledo engano, dependendo
do nível da desunião o caminho não permite volta. Mas
mantiveram-se na tentativa de continuarem juntos na vida
por mais seis meses, e, nunca conseguiram colar caco
algum, apenas quebraram outros em pedaços menores
dissolvendo a boa lembrança dos momentos de sabedoria
amorosa, a integração contemplativa. Quanto toma-se
consciência que o permanecer junto é impossível o
melhor que se tem a fazer é virar a página, o mais rápido
possível evitando descambar à mais desentendimentos
desnecessários e liberando o outro(a) à novas
perspectivas afetivas. Preserve o vaso íntegro, mas uma
vez quebrado a solução é buscar um novo vaso sem
rachaduras. E-mail fmarrey@uol.com.br | | |
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