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O ano que passou deixou marcas que ficarão
gravadas na história da humanidade. Aqui neste espaço
quase não falamos sobre o ataque ao império americano.
Na realidade entramos de fato numa era de guerras, de
fanatismo, de intolerância.
Os príncipes das trevas enfrentando os cavaleiros da
morte. Não há santos nesta guerra de religiões. Não
bandidos e nem mocinhos. Todos em suas particularidades
se equivalem. Mas, um autoritarismo não justifica
outro. Uma agressão não justifica outra.
Lamentavelmente enquanto este cenário está em
ebulição, os ricos continuam cada vez mais ricos, e os
pobres cada vez mais pobres. Beberemos do suco pobre da
globalização? Comeremos da maçã envenenada de ódio
dos fanáticos?
Poderíamos aproveitar a deixa do saudoso Milton Santos
e começar daqui uma nova globalização. Quem sabe
neste momentos já não estejam os argentinos? Uma nova
globalização que inclua os excluídos, que instaure de
fato uma nova cidadania.
Entre armas e guerras, entre o ódio e o terror, novos
atores renasçam das cinzas deste espetáculo de
mentiras.
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