Todo começo de ano é a mesma coisa, o
drama das chuvas causam enormes enchentes nas cidades
grandes. As grandes metrópoles não conseguem resolver
os estragos causados pelas águas que chegam com grande
intensidade, castigando com maior força a população
pobre que já sofre do desemprego, com a poluição, o
trânsito caótico, a violência e com o descaso dos
seus governantes: que só os enxergam em época de eleições.
Assim, entra ano sai ano, todo janeiro, fevereiro e
março, além de carnaval e orgias o povo vê estampado
nas manchetes dos principais jornais: "Chuvas
provocam desabamento e morte", "Enchente destrói
bairro", etc. Pura desolação. Que destino...
Pobres, humilhados e ofendidos em sua cidadania e em seu
bem-estar.
As cidades crescem de forma desordenada, sem
planejamento e sem visão de conjunto. Construções são
realizadas através da ótica e lógica do imediatismo.
Não há planejamento. O poder público parece impotente
diante desta realidade. Chuvas não têm planejamento.
Chuva não escolhe hora ou lugar ou densidade...
As soluções existem, mas falta vontade política
para torná-las uma realidade.
Assim, de chuvas, enchentes, desabamentos,
deslizamentos, mortes e acidentes o povão vai
levando...
Breve, muito breve teremos o flagelo da seca. E
voltaremos a repetir: nada foi feito para impedir!