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Revista Partes - Ano II - janeiro de 2002 - nº 18 

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Brasil e chuvas...secas...
por Gilberto da Silva
Todo começo de ano é a mesma coisa, o drama das chuvas causam enormes enchentes nas cidades grandes. As grandes metrópoles não conseguem resolver os estragos causados pelas águas que chegam com grande intensidade, castigando com maior força a população pobre que já sofre do desemprego, com a poluição, o trânsito caótico, a violência e com o descaso dos seus governantes: que só os enxergam em época de eleições.

Assim, entra ano sai ano, todo janeiro, fevereiro e março, além de carnaval e orgias o povo vê estampado nas manchetes dos principais jornais: "Chuvas provocam desabamento e morte", "Enchente destrói bairro", etc. Pura desolação. Que destino... Pobres, humilhados e ofendidos em sua cidadania e em seu bem-estar.

As cidades crescem de forma desordenada, sem planejamento e sem visão de conjunto. Construções são realizadas através da ótica e lógica do imediatismo. Não há planejamento. O poder público parece impotente diante desta realidade. Chuvas não têm planejamento. Chuva não escolhe hora ou lugar ou densidade...

As soluções existem, mas falta vontade política para torná-las uma realidade.

Assim, de chuvas, enchentes, desabamentos, deslizamentos, mortes e acidentes o povão vai levando...

Breve, muito breve teremos o flagelo da seca. E voltaremos a repetir: nada foi feito para impedir!




Construções nas margens dos rios, uma constante nas cidades.



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