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Revista Partes anoII fevereiro de 2002 n. 19

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 As alternativas tecnológicas
 por Gilberto Silva
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Tecnologias
As tecnologias têm que solucionar os problemas existentes na sociedade e não criar novos. Em concordância com esta visão – nem sempre aceita por todos, vamos relatar neste Econotas algumas experiências e alternativas tecnológicas para minimizar os graves problemas ambientais. Esperamos que estas e outras tecnologias tragam no seu seio o respeito ao meio ambiente.

Beber a água do mar
O Comitê Gestor dos Fundos de Recursos Hídricos (CTHidro), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, pretende transformar as águas quentes do mar do Nordeste em água potável.
Transformar a água do mar do Nordeste em água para beber será possível através do desenvolvimento da tecnologia da dessalinização. Países como a Espanha e o Japão investem pesado neste tipo de tecnologia. Se posta em prática esta tecnologia, com certeza deixaremos de ver o Nordeste como uma área de seca. Torcemos para que esta e outras tecnologias, como a irrigação, possam mudar o rumo do desenvolvimento do Nordeste.

Eucaliptos
As empresas de papel e celulose patrocinam projeto do genoma da eucalipto na expectativa de elevarem a produtividade média das florestas de eucalipto, reduzir custos de produção e reforçar a competitividade no mercado.
As novas tecnologias como o sequenciamento genético deve incentivar outros setores a investir na biologia molecular como uma ferramenta para conquistar novos mercados.

Combustível vegetal
Uma alternativa para a geração de combustíveis começa a se desenhar através de pesquisas realizadas pela Coordenação de Programas de Pós-graduação (Coppe) da UFRJ, que está extraindo de óleos vegetais. A pesquisa já está em estado avançado. Um protótipo (carro experimental) já está rodando pelas ruas da cidade maravilhosa.

Geradores de energia
Em tempos de crise energética, outra alternativa para a geração de energia é a tecnologia que consiste em quebrar moléculas de resíduo sólido (lixo) não reciclável, de maneira a produzir gases que serão geradores de energia. Isto poderia gerar perto de 500 mil megawatts por hora (MWh), que pode ser suficiente para garantir a iluminação das ruas e bens públicos de todas as cidades. Falando em energia, depois do carnaval o racionamento vai acabar. A população deu sua parcela significativa de apoio para o sucesso do plano governamental. Espera-se que o governo faça a sua parte.

Chá de quebra-pedra
Não é que o conselho da vovó tinha seu fundo de razão. Pesquisas realizadas com a espécie vegetal Phyllantus niruri, nome científico da quebra-pedra comprovam o efeito do chá para impedir a agregação dos cristais de oxalato de cálcio (o componente químico mais comum das pedras) se juntem e formem cálculos renais.
Apesar do nome, o chá de quebra-pedra não quebra nada, mas ajuda um bom bocado. Estas pesquisas provam que as novas tecnologias devem levar em consideração a experiência, o conhecimento e a história popular.

Reflexão
A história passa diante de nossos olhos. Esquecemos o passado, ignoramos o futuro. Nossos olhos só vêem o presente.

gilberto@partes.com.br



Gilberto Silva, jornalista e sociólogo. É editor da Partes.
gilberto@partes.com.br


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