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“Para
que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente,
isto é, aquele que conhece a diferença entre o bem e o mal,
certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício”, Marilena Chauí, em “Convite à Filosofia”. Cada
dia mais vemos nossos sonhos e nossos heróis morrendo de
overdose. Já no alvorecer do novo milênio, apesar dos discursos
de mudança, dos que pregam o advento de novos paradigmas e da
revisão dos conceitos. Os desafios para a mudança de paradigmas
e da construção da sociedade do conhecimento parecem parar
diante da não inclusão das pessoas, do fim da cidadania e da
afirmação do homem mercadoria, do homem consumidor.
A massa de aflitos, a massa de despossuídos sucumbem diante da
permanência do não ético, da corrupção. A
luta por uma sociedade igualitária parece não encontrar eco nas
pessoas, o que vemos é o aprofundamento da crise ecológica, da
opressão da mulher, do aumento do racismo e de toda forma de
preconceito. Mudanças
no comportamento são solidificadas a passo de tartaruga, enquanto
assistimos o velho filme da falta de educação, do aumento da
pobreza. Tempo de incerteza e caos. Como sobreviver? |
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