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A Era do Terror
O mundo depois de 11 de setembro
Strobe Talbott/Nayan Chanda (orgs.) |
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Paul Kennedy
Niall Ferguson
John Lewis Gaddis
Maxine Singer
Abbas Amanat
Harold Hongju Koh
Charles Hill
Paul Bracken
Tradução: Cristiana Serra
Categoria: Interesse Geral
Formato: 14 X 21
Páginas: 240
Preço: R$45,00
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O mundo assistiu estarrecido ao
desmoronar das torres gêmeas do World Trade Center em 11 de
setembro de 2001. O lead clássico - quem, o
que, onde, como e por quê - foi difícil de formular para os
jornais do dia seguinte. Não havia respostas concretas a
estas perguntas e o ocidente, perplexo, custou a digerir os
acontecimentos. Mas se perguntas ficaram no ar num primeiro
momento, a ousadia terrorista levou ao início de uma nova era,
em que agora o combate ao terrorismo é prioritário para governos
nacionais e organizações internacionais.
Da perplexidade inicial
passou-se à ira e desta à reflexão. Entender realmente o que
aconteceu e os desdobramentos deste fato é um ponto de
partida. Como dizem os organizadores de A Era do
Terror, Strobe Talbott e Nayan Chanda: "O
imperdoável não é necessariamente incompreensível nem inexplicável". Assim, para tentar compreender melhor o atentado que abalou
o mundo, eles reuniram neste livro ensaios de quatro
historiadores, um diplomata de carreira, um catedrático de
direito, um cientista político e um especialista em
biologia molecular, entre este seleto grupo seis acadêmicos
da Universidade de Yale.
Nos dias atuais, em que o
terrorismo internacional demonstra força, a obra, recém-lançada
nos Estados Unidos, torna-se oportuna por mostrar o
que cada um destes pensadores considera como lições, alvos e
medidas preventivas, a partir do ato que expôs a
vulnerabilidade americana. Paul Kennedy, por exemplo, avalia
as perspectivas a longo prazo para os EUA como grande potência. Já Maxine Singer cogita de um modelo de mobilização do cabedal técnico,
científico e médico de seu país para o combate ao terrorismo.
Para Charles Hill, a instabilidade do Oriente Médio se deve ao
molde retrógrado e autocrático das estruturas políticas da região.
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100
anos da obra Que fazer? de V. I. Lênin
Augusto César Buonicore*
Em março deste ano comemoramos os 100 anos de uma obra fundamental
para o movimento comunista internacional; uma obra que, em grande
medida, fundamentou teórica e politicamente a constituição do
"partido de novo tipo" – o Partido Comunista. Ela foi
um dos marcos na elaboração marxista no início do século XX e,
em certo sentido, foi a obra fundadora do leninismo.
Refiro-me ao livro Que Fazer? de Vladimir Ilitch Lenin.
Nos primeiros anos do século passado travou-se um dura luta política
e teórica entre duas alas da social-democracia russa. Uma
dirigida por Lenin e outra, denominada economicista, dirigida por
Martov. Esta divisão entre a direita e a esquerda
social-democrata representou o início de um processo que levaria
à grande cisão do movimento socialista internacional, em 1914,
dando origem a duas correntes: a social-democrata e a comunista.
Lenin sabia que para construir um partido socialista, que pudesse
cumprir as tarefas colocadas pela revolução, era preciso
derrotar, em todos os campos, as concepções que negavam a
necessidade: 1º) da teoria revolucionária (marxista); 2º) da
construção de uma sólida e disciplinada organização partidária;
3º) de se colocar no centro da tática e da estratégia
socialista a luta política contra a autocracia tzarista.
A vitória destas concepções significaria a derrota da revolução
russa. A obra Que Fazer? cumpriu o importante papel de
demarcar os campos do movimento socialista e foi um duro golpe
contra a corrente economicista que era então predominante no
interior da social-democracia russa.
O livro em questão se divide em cinco capítulos. No primeiro põe
a nu o verdadeiro sentido das teses que advogavam a
"liberdade de crítica" no interior do partido
socialista. Esta era uma consigna levantada por aqueles que
defendiam a existência de duas linhas políticas antagônicas no
interior do partido proletário. A "liberdade de crítica"
era a liberdade dos oportunistas continuarem não só defendendo
suas opiniões como também aplicando sua política à margem da
vontade de maioria do partido, ou seja, a "liberdade de
implantar no socialismo as idéias burguesas".
Lenin defendeu com energia a necessidade da teoria revolucionária,
o marxismo, e a possibilidade desta teoria desvendar o real,
permitindo a construção de uma tática e estratégia adequada ao
processo de transição ao socialismo. E que este não seria
apenas um imperativo ético mas uma possibilidade objetiva
colocada no próprio processo de desenvolvimento contraditório do
capitalismo.
Os revisionistas, ao criticarem o pretenso "dogmatismo e
doutrinarismo" dos marxistas revolucionários, negavam o próprio
papel essencial da teoria revolucionária e o valor científico do
socialismo marxista. Para os economicistas russos, e os
revisionistas em geral, "as grandes frases contra a fossilização
do pensamento etc. dissimulavam o desinteresse e a impotência
para progredir o pensamento teórico". Segundo Lenin,
"sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário"
e "só um partido guiado por uma teoria de vanguarda é capaz
de preencher o papel de combatente de vanguarda."
O segundo capítulo aborda as implicações políticas negativas do
"culto da espontaneidade", apregoado pelos
economicistas, e a subestimação do fator consciente,
representado pelo partido de vanguarda. Analisa a complexa relação
entre o fator consciente e o movimento espontâneo das massas
distorcida pelos economicistas. Lenin tinha consciência de que a
classe operária pelas suas próprias forças não poderia chegar
"senão a consciência sindical, isto é, a convicção de
que seria preciso unir-se em sindicatos, conduzir a luta contra os
patrões, exigir do governo essas ou aquelas leis necessárias aos
operários etc."
Por isto, "todo culto da espontaneidade do movimento operário,
toda diminuição do papel do ‘elemento consciente’, do papel
da social-democracia significa – quer se queira ou não – um
reforço da ideologia burguesa sobre os operários", e
prossegue: "o desenvolvimento espontâneo do movimento operário
resulta na subordinação à ideologia burguesa". O predomínio
da ideologia se dá devido ao fato de que ela é "muito mais
antiga", "está completamente elaborada" e possui
"meios de difusão infinitamente maiores."
No terceiro capítulo o autor trata de demarcar claramente a
diferença entre a política social-democrata (comunista) e a política
sindical. Diferença que os economicista buscavam obscurecer.
Afirma ele: "A social-democracia dirige a luta da classe operária,
não apenas para obter condições vantajosas na venda de força
de trabalho, mas, também, pela abolição da ordem social que
obriga os não possuidores a se venderem aos ricos".
A consciência socialista não pode nascer espontaneamente da luta
econômica entre operários e patrões. Afirma o autor: "a
tarefa dos sociais democratas não se limita à agitação política
no domínio econômico; a sua tarefa é transformar esta política
tradeunionista (sindicalista) em uma luta política
social-democrata, aproveitar os vislumbres de consciência
política que a luta econômica fez penetrar no espírito dos operários
para elevar estes à consciência política
social-democrata".
A luta econômica "leva os operários a pensar unicamente nos
problemas relacionados com a atitude do governo em relação à
classe operária; por isso, por mais que nos esforcemos na tarefa
de ‘imprimir à própria luta econômica um caráter político’,
nunca poderemos, dentro dos limites de tal tarefa ,
desenvolver a consciência política dos operários (até o grau
de consciência política social-democrata) porque esses próprios
limites são estreitos".
Portanto "a consciência política de classe não pode ser
levada ao operário senão do exterior, isto é de fora da
luta econômica, de fora da esfera das relações entre operários
e patrões. A única esfera em que se pode obter estes
conhecimentos é na esfera de todas as classes entre si
(...) A consciência da classe operária não pode ser uma consciência
política verdadeira, se os operários não estiverem habituados a
reagir contra todo o abuso, toda manifestação de arbitrariedade,
de opressão e violência, quaisquer que sejam as classes
atingidas".
O quarto capítulo condena os métodos artesanais no campo da
organização revolucionária social-democrata e defende a
necessidade de um partido forte e centralizado, que tenha como núcleo
um corpo de revolucionários profissionais e esteja assentado
sobre um amplo leque de organizações de massa.
Para Lenin os métodos artesanais "estavam ligados ao ‘economicismo’"
e não se poderia livrar da "estreiteza no trabalho de
organização" sem antes que se livrar do ‘economicismo’
em geral. Afinal, não se precisaria de uma organização partidária
forte e unificada simplesmente para travar a luta "a favor
das ‘reivindicações políticas imediatas’" ou a luta
"econômica contra os patrões e o governo’". Grande
parte deste capítulo se refere à constituição de uma organização
revolucionária nos marcos de uma Rússia dominada pela autocracia
tzaristas, mas existem nele elementos que permitem a constituição
de uma teoria de partido revolucionário em geral.
E, por fim, no quinto capítulo ele defende a criação de um
jornal político para toda Rússia, como principal instrumento
para vencer a dispersão das organizações locais da social
democracia russa. Sem isto "as organizações locais não
poderiam ‘reunir e organizar’ todas as forças de revolucionários
para uma ofensiva geral contra a autocracia, para direção da
luta comum". Para Lenin o jornal para o Partido não seria
apenas um propagandista ou agitador coletivo mas seria
fundamentalmente um "organizador coletivo".
Passados 100 anos de sua publicação a obra de Lenin continua
atual. Que fazer? continua sendo um poderoso antídoto
contra as correntes ditas socialistas que negam o papel de um
partido proletário munido de uma teoria revolucionária, o
Partido Comunista, e querem reduzir a luta de classes ao conflito
patrões e operários nos marcos da luta econômica e que, por
conseqüência, negam o papel central da luta política.
A reconstrução do movimento operário e socialista internacional
não poderá se dar fora do curso da luta política atual contra o
neoliberalismo e o imperialismo norte-americano, tendo sempre em
vista as diversas etapas da luta emancipacionista e a correlação
de forças existente no mundo e no Brasil. É isso que, no
fundamental, nos ensina Que Fazer?.
*professor
de história, do Comitê Central do PCdoB |
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Nayan
Chanda é diretor de publicações
do Centro de Yale para o Estudo da Globalização. Foi, entre
1996 e 2001, editor e redator da Far Eastern Economic Review,
depois de 22 anos como correspondente dessa mesma revista. É
o autor de Brother Enemy: The War After the War, e co-autor
de! mais de dez livros sobre política asiática e segurança
interna e externa; Strobe Talbott é diretor do
Centro de Yale para o Estudo da Globalização. Foi
vice-secretário de Estado de 1994 a 2001. Escreveu seis
livros sobre o controle de armas e sobre as relações entre
os Estados Unidos e a União Soviética. Seu relato autobiográfico,
intitulado The Russia Hand: A Memoir of Presidential
Diplomacy, será publicado brevemente
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Manual
do Telejornalismo
Os
segredos da notícia na TV
Ética e técnica para
o jornalismo na TV
Heródoto
Barbeiro • Paulo Rodolfo de Lima
A vida está passando mais rápido
do que antigamente ou são as notícias que, ao invés de
demorarem semanas, dias ou horas para chegar ao nosso
conhecimento, agora são transmitidas ao vivo, de qualquer
parte do mundo?! p>
Difícil responder. Mas há uma forte
sensação de que isso tem relação direta com a televisão.
O que aumenta consideravelmente a responsabilidade do
jornalista. Os dilemas técnicos e éticos da profissão estão
cada vez mais nas discussões da sociedade.
O Manual
do Telejornalismo, de Heródoto Barbeiro e Paulo
Rodolfo de Lima, vem para responder essas e outras questões e
ser usado tanto por estudantes como por profissionais. 
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AMOR NA INTERNET -
QUANDO O VIRTUAL CAI NA REAL
Alice
Sampaio Editora Record
352
páginas Preço:
R$ 35,00
AMOR NA
INTERNET - QUANDO O VIRTUAL CAI NA REAL
é uma grande reportagem, que custou a Alice Sampaio dois anos
de trabalho, e procura desvendar todas as facetas de um mundo
onde a paquera se dá de forma invertida - primeiro a conversa
e só depois o encontro visual -, e que já atrai mais de 2
milhões de brasileiros. Um mundo complexo, pouco pesquisado,
mal compreendido e cujo uso cresce em progressão geométrica.
“De tanto ler reportagens louvando a internet como o
grande lugar para encontrar o amor, explica Alice Sampaio,
“cadastrei-me em alguns sites de
encontros e passei oito meses em busca de um namorado na
rede.”
O
material colhido para AMOR
NA INTERNET - QUANDO O VIRTUAL CAI NA REAL nasceu
dos e-mails trocados com 58 pessoas, nove das quais Alice
conheceu pessoalmente. “Não
sei se por curiosidade ou hábito investigativo, não me
desfiz de nenhuma das conversas,” confessa
a autora. Em meio a profusa troca de mensagens, Alice ficou
abismada com a dissimulação, as mentes confusas e o
desencontro profundo entre as expectativas masculinas e
femininas, mas também fez amigos. Com cada homem com quem
teclava, aproveitava para sondar seus pensamentos e desejos,
entrevistando-os sem que percebessem.
Além de usar a
internet, passou 14 meses entrevistando mais de uma centena de
pessoas, para ter certeza de que estava mesmo tirando a média
do que se passava no universo dos e-mails. “Alguns
dos entrevistados me cederam seus arquivos e pude usar os próprios
e-mails deles,” conta.
Selecionou 17 histórias para contar em detalhes, ocorridas
com pessoas entre 18 e 56 anos, e pediu a ajuda de renomados
psicólogos, psiquiatras e sexólogos para refletir sobre o
que está acontecendo nos relacionamentos amorosos - na
internet e fora dela.
Participam de
AMOR NA INTERNET - QUANDO O VIRTUAL
CAI NA REAL Luiz Cuschnir,
Ronaldo Pamplona da Costa, Edson Engels, Moacir Costa, Rosely
Sayão, Paulo Gaudencio, Lídia Aratangy, Hugo Fagundes, Maria
Rita Seixas, Eduardo Ferreira-Santos, Aurea Roitman, Christina
Freire, Oswaldo Rodrigues, Sergio Perazzo, Claudia Corbisier,
Carla Zeglio, Rubens Coura e Marcelo Augusto Toniette. Por
fim, convidou o antropólogo Mauro Cherobim para ler todas as
histórias e comentar o fenômeno socialmente.
AMOR NA INTERNET - QUANDO O VIRTUAL CAI NA REAL é um livro
inteligente, divertido e oportuno, que faz uma reflexão
bem-humorada sobre esse fenômeno típico dos nossos
dias, e aponta os caminhos para a difícil realização
amorosa na internet.
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