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Revista Partes ano II maio de 2002 n.22

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Transgênicos e catadores

por Gilberto da Silva

Transgênicos

A Embrapa reconheceu a existência de lavoura de soja transgênica no Rio de Grande do Sul, plantadas com sementes contrabandeadas da Argentina.

Estima-se que dos 3,2 milhões de hectares destinados à cultura de soja nesta safra, 35% sejam plantações ilegais.

Pesquisadores alertam que o contrabando de sementes pode trazer doenças para as plantações do Brasil, inclusive, doenças que já foram praticamente erradicadas.

Admirável Mundo Novo

O admirável mundo novo da engenharia genética, com mais plantas transgênicas podem representar sérios riscos à saúde e ao meio ambiente. Lida-se com a natureza de forma irresponsável e insustentável. Querem criar um novo mundo, clonado, artificial, além da medicina, da harmonia e das leis da natureza.

Reciclagem campeã

A reciclagem de latinhas faz do Brasil um novo campeão do setor. O Brasil recicla 85% de suas latas, o representou em 2001, cerca de 9 bilhões de latinhas, dos 10,3 bilhões consumidas no país, foram recicladas. O país passou o Japão no setor.

Cooperação

As cooperativas de catadores são os grandes responsáveis pelo aumento da coleta e da reciclagem das latas de alumínio. Os catadores são responsáveis por 34% da coleta de latas no país. Os catadores estão se profissionalizando e garantindo para o país este primeiro lugar.

Valores

Um quilo de lata vale entre R$ 1,60 e R$ 1,80. Um quilo têm aproximadamente 70 latas. A média de remuneração é de dois salários mínimos, se o catador trabalha por conta própria, ou de até quatro salários mínimos.

O caso Shell/Vila Carioca

Cerca de 25 campos de futebol é o que representa a área ocupada pela unidade da Shell, que nunca foi autuada por órgãos públicos públicos responsáveis. Desde o fim de março, a empresa é alvo de ação civil pública. O subsolo e as águas subterrâneas tóxicas, incluindo pesticidas em alta concentração, que ameaçam até 30 mil pessoas que moram num raio de 1 km, segundo estimativa da Promotoria do Meio Ambiente da Capital.

Educação ambiental
Em breve nas livrarias o livro "O Contrato Social da Ciência: Unindo Saberes na Educação Ambiental", organizado por Alexandre Pedrini. O livro mostra como cientistas integraram os moradores dos locais de pesquisa em seus estudos e fizeram com que participassem ativamente do processo científico. "O Contrato Social da Ciência" apresenta atividades de educação ambiental na Baía de Guanabara e na Ilha Grande, a prática das redes virtuais ligadas à área ambiental e trabalhos de preservação de espécies que envolvem as comunidades. A partir de suas vivências, os pesquisadores perceberam, na prática, a necessidade de estabelecer parcerias entre a área científica e a sociedade civil. Na próxima edição da revista Partes, escreveremos mais sobre o livro.


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Gilberto da Silva, sociólogo e jornalista, é editor da Revista Partes. e-mail:gilberto@partes.com.br 

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