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Revista Partes ano II junho de 2002 n.23

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 Metabolismo Natural  
 por
Fernando Marrey

   Todo indivíduo particularizado detém capacidade e necessidade de Trabalho, o tempo dispensado no processar a força produtiva é ingrediente indispensável ao bem-estar mundano. Alguns utilizam pouco tempo para maximizar as tarefas, o grau da produtividade é absolutamente elástico, dependendo das condições metabólicas corporais e mentais. A inserção física material influi sobremaneira no resultado de abundância ou de escassez, numa fábrica fechada neutraliza influencias naturais que a agricultura está sujeita. Nas fábricas, limitadas em espaços determinados, indispensável o detalhamento organizacional; no campo, a vastidão espacial impõe a organização flexível, também o é pela maleabilidade das condições da fertilidade do solo e climáticas flutuantes. Na fábrica mede-se a produtividade do Trabalho com facilidade, sua divisão particularizada é propícia em operações determinadas; no campo o trabalho de equipe coletiva floresce irrefutável, inviável em contexto capitalista competitivo o trabalho em pequenas propriedades, executadas pela força familiar, o trabalho coletivo no campo maximiza a produção e o gerar lucros, aniquilando a concorrência dos pequenos produtores, tendentes à inadimplência. O Grande Estado Capital debilita o influenciar as catástrofes naturais - não contém a emissão de poluentes - atingindo o valor de tempo trabalhado, um desperdício miserável.

         Num mar de improdutivos - a falta de trabalho, metaboliza inversamente proporcional o bem-estar em mal-estar, agravando a intensidade melancólica da natureza interna corporal e mental. No sistema produtivo, a falta de trabalho é ingrediente indispensável na depreciação do valor dos que detém Trabalho, desta forma a economia é uma ciência abstrata e indeterminada, da análise dos diversos fatores incidentes no objeto em estudo aproxima-se de sua delimitação e explicação. O desemprego incide nas relações  Capital e Trabalho. O mar de improdutivos, neste tempo em São Paulo - Brasil temos 20%, na Argentina vislumbra-se 30% a depressão é coletiva, não a econômica, contudo a socioeconômica. O mal-estar do metabolismo natural agrupado, a sensação do vago, o sentimento de derrota particularizada debilita o tecido do todo, quando avoluma-se a sensibilidade negativa individual contamina o estado de espírito do conjunto social.

         Socorrer a base desesperada é ingrediente de ação de alavanca da força produtiva incluída, pensando a individualidade como agente de modificação do corpo social total, o país é composto pela particularização de seus membros, pensando o indivíduo na abstração mundial deve também ser levado em consideração. Se os Estados Nacionais perderam o poder salva - vida, o socorro imperativo provem utopicamente da comunidade internacional. A glória momentânea, do ego individual, aos olhos observadores dissolve-se na inglória do todo, no desvirtuamento da moral, na falta de integridade no comando, solapa-se a derrota individual de espírito coletivo no metabolismo tendente à putrefação artificial. Inviável o "salto alto"!

         Fernando, pensador.     

 



Fernando Marrey é Advogado 


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