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A
escassez bem perto de nós
As
questões relacionadas com a qualidade, a escassez e a gestão das
águas centralizam as atenções. É um assunto que vem tomando um
espaço na mídia. Temos que olhar atentamente para nossas
represas aqui, bem na nossa frente: Billings e Guarapiranga, que
nos dá o princípio da vida, morrem lentamente.
Incertezas
ambientais
Vivemos
um período de incertezas e de desproteção social e ambiental. A
população está exposta aos riscos decorrentes das substâncias
perigosas (vejam os mais recentes casos da Shell e dos postos de
gasolinas), do saneamento básico, das moradias em encostas e em
beiras de cursos d´água sujeitos a enchentes (como nos vários
bairros aqui da zona sul). De repente acordamos e descobrimos que
estamos morando em cima de um depósito explosivo, que pode ir aos
ares a qualquer momento.
Pobres
sofrem mais
Pode
parecer chover no molhado, mais os pobres sofrem mais, pois são
os que têm menor acesso ao ar puro, à água potável, ao
saneamento básico e à segurança fundiária. Expulsas de suas áreas
de moradia e trabalho, perdendo o acesso à terra, às matas e aos
rios, sendo enxotados por grandes projetos hidrelétricos,
madeireiros, entre outros estes grupos aportam nas cidades grandes
preenchendo os espaços verdes, com suas necessárias moradias.
Bom
livro
O
livro Sustentável Mata Atlântica – a Exploração de seus
Recursos Florestais pela Editora SENAC, organizado por Luciana Simões
e Clayton Lino, é inédita pelo seu enfoque e pelo panorama que
oferece. A coletânea, de que participam 16 autores, inclui
estudos de caso de várias espécies da floresta, tais como
palmito, erva-mate, piaçava entre outras. Aos aspectos social e
econômico, muitas vezes relegados a segundo plano. Boa dica para quem quer ficar mais ligado no assunto
Transgênicos
É
uma vergonha pesquisadores renomados se prestarem a um papel de
defensor de projetos polêmicos. No Brasil, entre 1997 e 2000, a
EMBRAPA (empresa do governo) torrou R$ 1 milhão (dinheiro público,
meu, seu, nosso!) em pesquisas para adaptar a soja da Monsanto
(empresa multinacional) às condições brasileiras. Onde vamos
parar?
Tabela
básica
A
poluição ambiental, principalmente aquela ocasionada pela falta
de tratamento de esgoto, é um dos principais fatores que
colaboram com a degradação dos recursos hídricos no Brasil.
Coletar o lixo e tratar o esgoto é um processo muito caro e
requer altos investimentos. Mas você pode dar uma forcinha,
jogando seu lixo no lixo!
Tempo
de decomposição do lixo na natureza
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Papel
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3
a 6 meses
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Pano
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6
meses a 1 ano
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Filtro
de cigarro e
chiclete
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5
anos
|
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Caixas
de leite ou suco
|
5
anos
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Latas
do chapa de ferro (óleo sardinha, ervilha etc.)
|
10
anos
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Madeira
pintada
|
13
anos
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Couro
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25
a 40 anos
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Saco
plástico
|
40
anos
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Garrafa
plástica
|
100
anos
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Vidro
|
nunca
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Borracha
|
nunca
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Espuma
de nylon
|
nunca
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Pilhas
comuns e baterias de celular (além do alto poder de
contaminação pode provocar sérias doenças).
|
nunca
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Reflexão
“A
consciência ecológica levanta-os um problema duma profundidade e
duma vastidão extraordinárias. Temos de defrontar ao mesmo tempo
o problema da Vida no planeta, o problema da sociedade moderna e o
destino do Homem. Isto nos obriga a repor em questão a própria
orientação da civilização ocidental. Na aurora do terceiro milênio,
é preciso compreender que revolucionar, desenvolver, inventar,
sobreviver, viver, morrer, anda tudo inseparavelmente ligado”
(Edgar Morin)
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