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Revista Partes ano II junho de 2002 n.23

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Editorial
 Uma nova etapa 
 por Gilberto da Silva

Recentes episódios colocaram o Brasil como segundo país de maior risco para os investidores atrás, apenas, da vizinha e destroçada Argentina.
A fuga de capitais, a queda da bolsa e a disparada na cotação do dólar têm tido como desculpa a "ameaça Lula” como Adilson Luiz Gonçalves afirma em seu texto.

Bruno Machado, jovem estudante de jornalismo do interior paulista questiona: onde está a democracia? E fala do papel dos meios de comunicação em conjunto com os EUA e o governo federal provocam o terrorismo ideológico. 

As eleições deste ano realmente prometem muita lavação de roupa suja, dossiês, podridão.

Quem vai pagar o pato, como sempre, é o povão.

 FHC quer fechar seu ciclo com chave de ouro: acabar com todos os direitos dos trabalhadores, propondo mudanças na CLT, flexibilizando as relações de trabalho e acabando com as conquistas históricas do movimento operário, tais como, o direito às férias, 13º salário, licença maternidade, aposentadoria, descanso semanal remunerado e, vejam só, o registro em carteira.

 O desemprego no Brasil durante a Era FHC atingiu números alarmantes. Somente no Estado de São Paulo são quase 2 milhões de desempregados.

A política econômica do governo FHC nunca teve a geração de empregos como compromisso real, efetivo. Pelo contrário, nestes quase oito anos ela foi sempre caracterizada por uma macroeconomia do desemprego

Por outro lado o tucanato está entregando o país de bandeja para os interesses do governo norte-americano ao aceitar a integração à ALCA – que os americanos pregam como a chave do Paraíso - é aceitar que os países ricos continuem a manter seus domínios sobre nossa economia. Na verdade, é que o Brasil de FHC vai terminar como começou, enlameado dos pés à cabeça de denúncias de corrupção e entregando de bandeja o Brasil para as multinacionais, privatizando Deus e o Mundo.

O trabalhador, força motriz deste país, tem sido desrespeitado e desvalorizado passando por um dos períodos mais difíceis dos últimos tempos da história.

 



Gilberto da Silva é sociólogo, jornalista e é editor da Partes e-mail:gilberto@partes.com.br 


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