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2002,
ano de eleições presidenciais. Época em que o eleitor é
soterrado por uma verdadeira avalanche de informações, seja
ressaltando as qualidades de um candidato ou levando os podres
deste mesmo ao grande público. Dossiês, notícias plantadas,
alianças, especulações, vale tudo na corrida rumo ao palácio
do planalto. Mas deixando um pouco de lado o jogo sujo já
característico deste “esporte”, vamos falar um pouco sobre
voto e democracia.
O
mundo hoje vive um momento delicado, o ‘império americano” de
George W. Bush, não tem mais pudores em se declarar como tal, na
falida Argentina 40%
da população vive abaixo da linha de pobreza segundo relatórios
da ONU e enquanto isso golpes militares sacodem a nossa Venezuela.
O Brasil, pelo menos até agora, consegiu se manter o mais incólume
possível neste panorama que abala as estruturas da América
Latina. Resta-nos saber até quando. E é justamente aí que
entram as eleições presidenciais que se sucederão em outubro.
Na
guerra eleitoral, ao que foi demonstrado até agora, não se mede
esforços para beneficiar o candidato oficial da sucessão, José
Serra. Um polêmico investimento do BNDES nas Organizações Globo
trataram de destruir a lua-de-mel entre a então governadora do
Maranhão, Roseana Sarney, e a empresa de Roberto Marinho.
Enquanto isso José Inácio Lula da Silva alia-se ao fiel
escudeiro de Paulo Maluf (arquiinimigo dos petistas) ,sobe nas
pesquisas de intenção de voto e divide as facções internas de
seu partido, o PT.
Em
quem votar? Se o eleitor possui por um lado a opção atraente de
eleger um candidato que não possui vínculos com o
neo-liberalismo, por outro, existem as crises que assolam a América
Latina pairando como um fantasma sobre nossas cabeças. Sabe-se
que para o Consenso de Washington não existe nada pior do que o
sucesso de Duhalde na Argentina, a permanência de Hugo Chávez na
Venezuela e...a ascensão de um governo de esquerda no Brasil.
Quem quer correr o risco de contribuir para uma “ QUEBRA”
generalizada? É isso que nos é imposto todos os dias via rádio,
jornal, tv e internet.
Podemos perguntar
então: onde está a democracia? No terrorismo ideológico dos
meios de comunicação em conjunto com os EUA e o governo federal?
De nada adiantam as eleições diretas, o voto livre e secreto, se
diariamente o povo é manipulado por aqueles que detém o poder.
Existe todo um interesse dos EUA em manter um governo neo-liberal-
aos seus pés- na América Latina, assim como há um explícito
jogo de interesses entre a Globo e o Estado cada vez que a emissora do plim-plim
veicula uma matéria sobre os escândalos da Lunus, ou acerca do
caos e da miséria que assolam a Argentina. Para os Tucanos de FHC
permanecerem no poder, vale tudo...exceto, é claro, a utilização
de fins democráticos.
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