|
A
conquista de uma sociedade igualitária que assegure a cada cidadão
condições efetivas de realização de suas potencialidades é
uma meta que só pode ser atingida com real espírito humanista e
um agudo senso de oportunidade.
A experiência demonstra que o equilíbrio social é o principal
fator de prosperidade dos países do, assim chamado, primeiro
mundo. Em todos essas
nações - agregadas, hoje, dos "Tigres Asiáticos" - o
salto de qualidade foi obtido graças à priorização da educação
pelas iniciativas pública e privada.
O resultado foi uma notória diminuição da marginalidade e da
violência urbana.
A
educação é, portanto, a base de uma sociedade dinâmica e cidadã!
A ascendência social ou grupal, a nobreza e a riqueza herdada,
aliás, podem
garantir as melhores escolas, os melhores empregos públicos, as
melhores festas, as melhores roupas, cultura de roteiro turístico,
mas não garantem,
necessariamente, inteligência e genialidade, dinamismo,
desenvolvimento econômico e social para o país. Em suma, não
asseguram a formação de cidadãos úteis à sociedade. Prova
disso é que são poucos os reinos onde as famílias reais
governam, raros os governos e empresas públicas eficientes e
eficazes (normalmente, só o são no discurso de seus líderes) e,
em mercados
competitivos, são raras as empresas familiares bem sucedidas.
Até a metade do século XX, a falta dessa consciência nas
classes dominantes foi a principal responsável pelas convulsões
sociais que redundaram, por vezes, em grandes tragédias.
O analfabetismo tornava as pessoas escravas de sistemas perversos
e do carisma de lideranças inconseqüentes ou mal-intencionadas.
A popularização e expansão dos meios de comunicação
permitiram a disseminação do conhecimento e a oportunidade de
ascensão social e profissional.
Os benefícios traduziram-se em desenvolvimento, prosperidade e
conforto para todos.
O final do século passado trouxe o advento da Informática. Com
ela o que já era dinâmico atingiu velocidades que beiram os
limites da imaginação humana.
A Era da Informação veio com toda a força, mudando conceitos e
exigindo adaptação rápida e complexa.
A necessidade de equipamentos e formação recriou, de certa
forma, as mesmas circunstâncias anteriores. A diferença é que,
hoje, não falamos mais em analfabetismo, pura e simplesmente; a
modernidade incorporou novos termos ao nosso vocabulário. Agora,
trata-se de "analfabetismo digital" e "exclusão
digital!". Coincidentemente, a falta de acesso a recursos de
informática e a demissão em massa de profissionais das áreas de
produção convencionais - substituídos por sistemas robotizados
- trouxe de volta a tensão social, com novos sistemas perversos e
novas lideranças carismáticas e oportunistas.
A democratização da Informática é, hoje, um dos principais
fatores de reequilíbrio social, não pelo paternalismo que as
iniciativas governamentais
normalmente demonstram, mas por proporcionar o acesso de todos ao
conhecimento e o despertar de potencialidades e talentos que podem
ser
imediatamente aproveitados pelo mercado de trabalho, com baixo
investimento e inestimável valor social.
|