| Poesia |
Bexiga
por Antonio
Carlos Lucena (touchê) |
 |
|
-
Te mato!
Grita Carmela
E as janelas
Arregalam olhos
Na tarde do Bexiga.
- Te mato, fanciullo!
Estilhaça o ar
A voz de Carmela
De saia levantada
Correndo atrás
De seu irmão
Moleque safado
Como tatu
Enfiando o focinho
Onde num é chamado.
- Te mato, maledetto!
A correria continua
Bairro adentro
E ao seu redor
Nas ruas
Pepas e Conchetas
Confabulam.
|
|
|
|
|