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A
mente do ser humano trabalha em tempo ininterrupto, mesmo quando
adormece-se a lentidão corporal e mental facilitam o trabalho
reflexivo, a atividade intelectual ocorre o tempo inteiro sem
descanso, deste processar em "palavras escritas" um
aprendizado do escritor: buscar na profundeza na mente a tormenta
criadora. Em meu tempo, remédios foram introduzidos em minha
pessoa, na tentativa de interromper o processo mental: o pensar, o
refletir, o processar informação, o transformar, o reinventar
passando para o papel o resultado da mente ativada. A frustração
do escritor opera-se na impossibilidade de reproduzir inteligível
tantos pensamentos à serem compreendidos pelos leitores.
No
tempo de Marx pensar o escrever era privado, podia o pensador
deixar fluir as idéias, sem restrição do controle dos seres que
o circundavam, e posterior ameaça de morte no próximo sair de
casa. Na era da informação controlada, e, também censurada (o
jornal onde Marx escrevia foi fechado pelo governo) opera-se desde
o processar mental e sua passagem ao papel tecnológico, o
computador aberto à todos. Publica-se o pensamento que flui
palavra por palavra, frase após frase, parágrafo após parágrafo,
texto após texto; tempo onde furtam idéias, registram como suas
através do patentear raciocínio, a propriedade privada do
conhecimento informacional, a modernidade despida de privacidade.
A propriedade da mente é pública, o acesso dos poderosos que detém
o controle e portanto poder de invasão nos computadores alheios,
censurando a mente de quem detém a febre de pensar e escrever:
num contexto pessoal de tormenta. Receio da própria mente,
conduzir no interpretar à reflexão, divergente da aceitabilidade
mundana sofrendo a reação de todos os modos e meios modernos. A
destruição do todo individual, com o intuito de desvirtuar a
mente, de desesperar o espírito e reverberar a traição mental -
no transcurso limitado de tentar passar para o papel os meandros
da profundeza cerebral - pensar e escrever, censurado pelo
isolamento imposto ao corpo e a mente. É liberdade condicional -
limitada.
A
tempos que não durmo oito horas seguidas - o dormonid induziu ao
sono, petrificou o corpo e mente - relaxar, contudo fez recordar,
no transcurso do sono tempos onde os remédios conduziam o cérebro
- resquício da maior atrocidade desta modernidade traiçoeira.
Tempos onde o choro era ininterrupto sem largar a febre do pensar
e escrever, destorcido de veracidade natural - a psiquiatria política
contaminou. A lucidez por mínima que fosse conferiu forças a
solidão - após a internação o abandono geral: ficou o remédio
de efeito prolongado introduzido no corpo - segurar esta onda um
isolamento cruel e desumano, tempos de tortura a luz do dia, sem
marcas aparentes. A invasão domiciliar na captura do enfermo
psicológico à condução ao choque - a fuga salvadora - num
contexto de sentimento de perda afetiva da vida - ainda sobrevivi.
A invasão da propriedade privada introduzindo escutas e câmaras
marca estratégia no observar intimidade e posterior destruição
por estímulo externo nos membros familiares.
Imiscuir-se pela política fraudulenta e sistematicamente
enojada tarefa tendente à venalidade - meu espaço é integridade
no contínuo politizar a massa impedida de educação e inspiração
de qualidade de vida. Marx - A miséria do pensador, a morte de
seus filhos e as publicações póstumas: a saída nos tempos de
fuga da Alemanha para França. A modernidade tecnológica impede
fuga soberana.
Conclusão: pensar e escrever o que a mente desejar, sem restrição
de gênero e espécie, dentro da invasão de privacidade - o
instantâneo conhecimento do pensamento escrito. Quem o tempo
possibilite preservar minha vida dentro do contexto legal do país:
Livre convicção filosófica; pensando e escrevendo.
Fernando, Pensador.
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