Na
segunda metade dos anos 40 a humanidade viveu um dos períodos mais negros de sua
história contemporânea. Com a ascensão de governos fascistas na Europa e a eclosão da
segunda guerra mundial, as tropas nazistas lideradas por Adolf Hitler promovem um
verdadeiro massacre por toda a região; a discriminação e segregação racial são
características deste período marcado pela perseguição aos Judeus, comunistas, ciganos
e todos aqueles que não se encaixassem nos moldes da "RAÇA PURA" pregada pelos
nazistas.
Os campos de concentração, onde milhares de pessoas sofriam as
piores degradações que possam ser imaginadas, se espalham por toda a Europa. Confinadas,
as minorias perseguidas por Hitler viviam em péssimas condições, além de
receberem tratamento cruel e desumano que incluía uma alimentação escassa, longas
jornadas de trabalho pesado e sessões de tortura diárias. Até o final da guerra, mais
de seis milhões de Judeus haviam sido exterminados nos campos de concentração nazistas
como o de Auschwitz, por exemplo.
No Brasil, a gestão ditatorial de Getúlio Vargas mantinha estreitos
laços com os demais governos nazi-fascistas europeus; alarmado com a ameaça comunista
promovida por grupos revolucionários como a COLUNA PRESTES, o governo Brasileiro
passa a travar relações ainda mais íntimas com o partido nazista; documentos
referentes a este período denunciam até mesmo a presença de agentes da GESTAPO,
a polícia secreta de Hitler, em terras brasileiras.
Uma grande evidência desta relação entre o Estado Novo de Getúlio Vargas e
a Nação Ariana dos nazistas é o episódio envolvendo a prisão e deportação
para a Alemanha de Olga Benario Prestes, esposa de Luís Carlos Prestes e
militante do partido Comunista. Olga foi capturada após uma mega-operação
organizada pela polícia Brasileira, na tentativa de fechar o cerco aos comunistas.
Permaneceu em cárcere até ser entregue aos alemães, em plena gestação de sua filha
Anita. Judia e comunista, Olga acabou executada no campo de Ravensbrück na
Alemanha meses após a entrega de sua filha à avó paterna.
O caso Olga, além de demonstrar uma clara vingança pessoal do governo Vargas
para com o líder revolucionário Luís Carlos Prestes,nos dá uma visão ampla das
dimensões assustadoras do nazi-fascismo, cujas raízes se estenderam desde a
Europa até pontos longíquos como a América do Sul. Estas ramificações ainda são
presentes em várias localidades do planeta,em países da Europa como Áustria e Itália,
por exemplo, grupos de extrema direita estão no poder.O primeiro ministro Austríaco Jörg
Haider causou polêmica e protestos ao elogiar o método de trabalho utilizado durante
o regime nazista, enquanto Silvio Berlusconi- da Itália- possui claras ligações
com grupos xenófobos.
A maior ameaça de uma nova explosão de ódio e racismo, porém, vem dos EUA.
Após os ataques terroristas de 11 de Setembro uma onda de paranóia e xenofobia
vêm marcando o país,(que já possuía grupos de ódio como a Ku Klux Klan)
aumentando a perseguição a estrangeiros, principalmente aqueles de descendência árabe.
A posição assumida pelos EUA desde então pode ser comparada com a postura adotada pelos
nazistas durante a segunda grande guerra: Ou se está a favor dos EUA ou então está
contra a nação mais poderosa do planeta.
Sob o pretexto de uma "guerra contra o terror", tropas americanas
promovem uma devassa em países árabes como o Afeganistão, milhares de civis são
massacrados diariamente em nome da NAÇÃO DO BEM; rótulo adotado pelos EUA, ao
posicionarem-se contra os países árabes que configuram um suposto EIXO DO MAL,
outro rótulo imposto pelo governo Norte Americano após os atentados terroristas. É
oportuno lembrar que a nação do BEM que invadiu e devastou o Afeganistão sob o
pretexto de vencer o MAL, é a mesma que assiste diariamente ao massacre do povo
palestino no Oriente Médio e se limita a fazer vistas grossas.Ou seja, o
estigma do BEM, assim como a sua velha luta contra o MAL só parece
funcionar quando convém ao Presidente George W. Bush.
O mesmo que há poucos meses aprovou uma política de proteção nacional, onde
as liberdades individuais dos cidadãos foram colocadas em risco.Assim como na Alemanha de
Hitler, nos EUA de George Bush qualquer cidadão pode ser preso sem possuir
qualquer acusação formal contra sua pessoa; basta alguém apontar um dedo em sua
direção. Nas semanas que decorrentes ao atentado contra o World Trade Center,
cidadãos de origem árabe foram perseguidos, agredidos e até mesmo presos. Uma prova
explícita de que A NAÇÃO DO BEM não hesita em colocar seus interesses acima de
tudo, classificando de maneira arbitrária, baseada em preconceitos e estereótipos,como
pertencentes ao MAL indivíduos inocentes.
Sendo assim, será que existem diferenças entre a Nação do Bem defendida por George
Bush e a Nação Ariana defendida por Hitler? Ambas não caem num mesmo
lugar comum? As perseguições sofridas pelos Árabes não seriam uma nova modalidade
daquelas sofridas pelos Judeus durante o regime Nazista? Assim como fez Adolf
Hitler, George Bush escancara suas intenções de colocar o mundo (ainda mais) aos
pés dos EUA.
Dos inimigos comunistas que provocaram terror e paranóia até o final dos anos
oitenta, aos árabes de 2002; o governo americano é famoso por usar a velha tática do INIMIGO
EXTERNO para manipular a massa ao seu favor. Assim como Hitler se utilizava dos
ecos da crise de 1929 para controlar o povo alemão, transformando a nação em um
verdadeiro rebanho do ódio.Coincidência ou não, estas semelhanças entre o Führer
Alemão e o Cowboy Texano devem alertar todos nós para um possível e provável renascimento
dos ideais nazi-fascistas na América, e o que é mais alarmante: nas mãos da nação
mais poderosa do mundo.