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Um
filme que retrata a verdadeira face do Brasil dominada pelas forças paralelas.
Um certo clima de porrada - bem dada! - nos políticos e na polícia. Cidade de Deus nos
remete ao Brasil sem Poder Público, desprovido de ações eficazes nas áreas de
educação e geração de renda. Deixa claro a corrupção. O filme mostra com o crime
organizado é desenvolvido em uma favela surgida nos anos 60, no subúrbio do Rio de
Janeiro e é construído através de histórias reais relatadas no livro de Paulo Lins.
O filme trata dos diferentes caminhos seguido por Buscapé (Rodrigues) e Dadinho/Zé
Pequeno (Firmino) durante o desenrolar da ocupação do conjunto habitacional Cidade de
Deus, no Rio de Janeiro.
Lá, na Cidade de Deus,
quem manda é quem tem armas e o controle do tráfego. O filme é quase didático,
contextualizando a trama. Seria o filme um pouco maniqueísta? O certo é que o filme
passa uma impressão de que os indivíduos escolhem se serem do lado da maldade ou da
bondade. Uma questão de escolha. É que o filme não aprofunda a discussão social, a
exclusão. Nem sei se caberia na trama... |
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Cidade de Deus
Brasil, 2002. Direção: Fernando Meirelles, Kátia Lund.
Com: Maatheus Nachtergaele, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino. 130 minutos
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