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Revista Partes ano II outubro de 2002 n.26

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Editorial

Está chegando a hora
por Gilberto da Silva

Quando eleito presidente, FHC disse: Esqueçam o que escrevi...", passados oito anos de governo que colecionou os piores resultados econômicos e sociais, poderemos afirmar que ele dirá: "esqueçam que eu governei..." Mas, nós trabalhadores – de todos os tipos, fomos os que mais sofreram com o reinado tucano, infelizmente não esqueceremos o grande malefício que foi seu governo. Enquanto FHC ia brincando de governar, um outro país foi se desenhando: o do desemprego, da miserabilidade, da violência urbana e no campo e da deterioração social. Longe de resolver os problemas sociais, FHC agrava-os. Longe de melhorar as relações no trabalho, FHC as deteriora, através das várias tentativas de "flexibilização" trabalhista.

O trabalhador, força motriz deste país, foi duramente desrespeitado e desvalorizado no governo FHC.
Os indicadores são vergonhosos e inadmissíveis. O desemprego atingiu números alarmantes. Somente no Estado de São Paulo são quase 2 milhões de desempregados. O desemprego atinge 1 em cada 5 trabalhadores! Foi um governo que nunca teve um programa de geração de renda e emprego real e efetivo.

No governo FHC, a taxa de analfabetismo registrou 14,8% —a maior taxa de analfabetismo da América Latina, o que significa que temos mais de 17,6 milhões de brasileiros, segundo relatórios da ONU (Organização das Nações Unidas).

53 milhões de brasileiros passam fome, sendo que 30 milhões vivem com extrema dificuldade e com rendimento abaixo do salário mínimo.
Já vai tarde, FHC!

A Era FHC em números

Gás de cozinha subiu, nos últimos 8 anos, 472%

A energia elétrica: 368%

Telefones fixos: 3.700%

Água e esgoto: 420%

Transporte urbano: 300%

De 1995 a 2001, a indústria paulista fechou 602.821 postos de trabalho.

 


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Gilberto da Silva é editor da revista Partes
gilberto@partes.com.br

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