Alerta
A
Defesa Civil do Município de São Paulo está alertando a população paulista para o
elevado risco de incêndio em matas, decorrente das condições climáticas que facilitam
a rápida propagação do fogo. Segundo o serviço de meteorologia da Defesa Civil, uma
massa de ar quente e seco, que atua no Estado desde a última semana, provoca a redução
de umidade na maior parte das regiões. Esta redução nos índices de umidade é mais
acentuada no noroeste paulista, onde as temperaturas elevadas favorecem a evaporação e o
déficit hídrico do solo, deixando seca a vegetação e facilitando a ocorrência de
incêndios.
Cuidados
A Defesa Civil elenca uma série de procedimentos tais como: não jogue cigarros ou
fósforos acesos nas margens das rodovias; não solte balões, não acenda fogueiras;
evite qualquer tipo de queimada; apague qualquer tipo de fogo próximo às florestas e às
paisagens ou às margens da rodovias, mesmo que não pareça perigoso (incêndios de
pequenas proporções podem ser apagados com água ou abafados com terra); a qualquer
sinal de fumaça suspeita, avise o Corpo de Bombeiros imediatamente pelo fone 193, ou
disque Mata Fogo no 0800-113560.
Balões
Os balões têm sido os maiores vilões deste período, apesar de proibido. É bonito
ver um balão no ar. Entretanto, devemos ter claro o perigo que representa a prática de
soltar balões. Uma brincadeira perigosa. Tão perigosa como soltar pipa com cerol. Se o
cerol mata pessoas violentamente, o fogo resultante da queima dos balões extermina vidas,
espécies
Combustível
O álcool combustível pode abrir as portas do Brasil para o mercado mundial. O álcool
cresce enquanto a ampliação do mercado de açúcar vai perdendo a força. Este é um
importante filão, pois proporciona a redução da dependência do petróleo. Temos que
correr, se bobearmos, em breve, outros países irão copiar o Brasil e passar a produzir
álcool para combustível. A produção mundial de álcool é de 20 bilhões de litros. O
Brasil produz a metade e os Estados Unidos, 7 milhões de litros.
Reservas
O Ibama reconheceu 384 reservas naturais de propriedades particulares. São áreas
privadas que recebem vários benefícios e isenções e, também, financiamentos
bancários para desenvolver projetos ecológicos com acompanhamento técnico do Ibama.
Estas áreas são preservadas para proteger a biodiversidades da caatinga, a mata
atlântica ou o cerrado.
Eleições
A questão ambiental passou batida nestas eleições. Exceto em alguns cadernos de
candidaturas, os postulantes à presidência praticamente ignorou a questão. Parece que
marqueteiro desconhece a problemática ambiental. As flutuações do mercado são
passageiras, a devastação pode ser um caminho sem retorno. Nem mesmo as candidaturas
para o governo estadual trataram o tema com sua devida importância. Foi usada apenas como
pegadinha para enrolar candidatos. Esta situação precisa mudar.
Xaxim
Lei do vereador João Antônio (PT) aprovada na Câmara Municipal proíbe o comércio
de vasos de xaxim na capital. A lei 13.442 pretende proteger o xaxim, que é uma espécie
da mata atlântica, e contribui para evitar o desmatamento. A proposição do vereador
atende uma antiga reivindicação das entidades ligadas ao meio ambiente.
Fim?
Cada dia que passa sobre menos terras virgens e vida selvagem no planeta -a maioria
delas na Amazônia. Todas somadas, estima-se que representem apenas 17% da superfície da
Terra.
Os outros 83% da área do planeta já são utilizados para o sustento da humanidade, por
meio de agricultura, mineração ou extrativismo (inclusive pesca e caça). Cerca de 98%
das terras aráveis se encontram tomadas pela agricultura, com forte predominância de
apenas três lavouras: arroz, trigo e milho. Cad6e a diversidade?
Embora sejam somente estimativas, essas estatísticas testemunham que não tem precedentes
na história a escalada no consumo de recursos naturais ao longo do século 20. A
conclusão que enfatizo sempre - é que o mundo se encontra numa grave crise
ambiental. Segundo o naturalista Edward O. Wilson, a extensão do padrão de consumo
americano a todos as pessoas da Terra exigiria três planetas adicionais.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br