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Com
o falecimento do empresário Anísio Santiago, produtor da tradicionalíssima cachaça
Anísio Santiago-Havana, Salinas perde uma importante referência na divulgação de seu
município pelo Brasil e mundo afora.
Por outro lado, Anísio Santiago deixou aos salinenses a tradicional aguardente, produzida
desde 1943, que, ao longo dos últimos 50 anos, levou o nome do município a todos os
cantos do planeta, passando a ser uma região referencial na produção de cachaça
artesanal de qualidade.
A reboque da cachaça Anísio Santiago-Havana, surgiram muitas outras marcas de cachaças
famosas em Salinas, como a Asa Branca, Beija-Flor, Boazinha, Canarinha, Cubana,
Indaiazinha, Java, Salineira, Seleta e muitas outras.
Se há pouco mais de 10 anos, eram pouco mais de 5 marcas comercializadas, hoje, já são
mais de 35, oficialmente, gerando renda aos seus produtores, emprego aos trabalhadores
rurais e recursos ao município de Salinas.
A atividade econômica da produção de cachaça artesanal de qualidade tornou-se uma
realidade no município de Salinas e outros municípios como Novorizonte, Taiobeiras, Rio
Pardo de Minas, Rubelita. A produção de cachaça, é, hoje, um importante fator de
desenvolvimento das economias destes municípios.
A cachaça Anísio Santiago-Havana, precursora de todo o processo de desenvolvimento da
atividade econômica da produção de cachaça no município e região, continuará sendo
o maior fator de marketing na divulgação das potencialidades econômicas e turísticas.
A família de Anísio Santiago, herdeira da mitológica cachaça, consciente da
importância do produto para a cultura e economia de Salinas e, também, em respeito aos
consumidores cativos da famosa cachaça, está decidida a continuar com o mesmo processo
peculiar de produção e comercialização, tal como idealizado por Anísio Santiago.
Com esta decisão, a demanda pela cachaça continuará sendo reprimida pela inelasticidade
da oferta do produto. A produção continuará sendo limitada, perpetuando a pouca
disponibilidade no mercado.
A qualidade da cachaça produzida por Anísio Santiago fez com que a marca se difundisse
pelo Brasil como referência nesse segmento, tornando Salinas, também, como referência
na produção de cachaça de alto padrão de qualidade.
Hoje, é inquestionável a importância cultural e econômica da cachaça para o
município. A aguardente Anísio Santiago-Havana e Salinas são indissociáveis. Existe
uma interdependência entre o produto e o município. Ambos devem muito um ao outro.
Portanto, preservar a famosa cachaça é preservar a cultura e a referência do Município
de Salinas como a capital mundial da cachaça.
A criação do museu da cachaça de Salinas seria uma forma de homenagear Anísio Santiago
e a confirmação da cachaça de Salinas como principal produto da economia do município.
Se o México possui a tequila, a Escócia o wisque, a Rússia a vodka, indubitavelmente,
Salinas possui a cachaça como seu principal marketing e, claro, a aguardente Anísio
Santiago-Havana teve e continuará tendo papel importante.
Salvaguardar a mitológica cachaça, produzida desde 1943, é salvaguardar a cultura de
Salinas. A família de Anísio Santiago está consciente do seu papel daqui em diante. O
povo de Salinas agradece e os amantes dessa mitológica cachaça, considerada
"líquido precioso", idem.
Viva Anísio Santiago, que com o seu jeito simples e sistemático, incompreendido por
muitos, deixou ao povo de Salinas o legado de que com simplicidade e persistência pode-se
construir algo grande e valioso. A aguardente Anísio Santiago-Havana é exemplo ao povo
salinense e norte-mineiro. |